Fisiculturismo: Por que a Classic Physique foi criada? – 27/11/2025 – Músculo
A Classic Physique é uma das categorias do fisiculturismo mais prestigiadas pelos fãs desse esporte. O objetivo da divisão, que atualmente tem como seu principal representante o brasileiro Ramon Dino, é relembrar os físicos apresentados antigamente, principalmente entre os anos 1970 e 80 –a chamada “Golden Era”.
Além do acriano, o Brasil conta com diversos destaques internacionais dessa categoria, como por exemplo Matheus Menegate, Fábio Junio e Gabriel Zancanelli. No entanto, qual é a razão pela qual a IFBB Pro League (International Federation of Bodybuilding & Fitness Professional League, que significa Liga Fitness Profissional da Federação Internacional de Fisiculturismo e Fitness) criou essa divisão?
Quando o Olympia –campeonato mais renomado do fisiculturismo mundial– teve sua primeira edição, ainda em 1965, havia apenas uma categoria. Naquela época, além de volume e definição musculares, a estética do físico –que envolve fatores como boas proporções e simetria, por exemplo– apresentado era um dos principais pontos buscados pela arbitragem.
Com o passar dos anos e o avanço da tecnologia e da ciência, o esporte passou a evoluir em diversos aspectos. Cada vez mais, os fisiculturistas aprendiam sobre alimentação e musculação, além de terem acesso a novos medicamentos esteroides anabolizantes. Isso fez com que os atletas conseguissem atingir níveis cada vez maiores de volume e condicionamento.
Em 1993, Dorian Yates subiu no palco do Olympia para defender seu título mundial pela primeira vez. Na ocasião, o britânico chocou o público ao apresentar níveis extremos de volume e definição –que até então jamais haviam sido observados. Hexacampeão de maneira consecutiva do torneio, ele foi sucedido por Ronnie Coleman, que determinou de vez algo que já era repetido pelos especialistas desde o reinado de seu antecessor: os padrões do fisiculturismo haviam mudado.
Com a capacidade de atletas em carregarem quantidades cada vez maiores de massa muscular e a premiação de fisiculturistas mais volumosos que seus adversários, esse critério passou a se sobrepujar aos outros –mesmo que informalmente– nos julgamentos dos campeonatos.
Logo, diversos fãs do esporte passaram a alegar que a estética havia sido deixada de lado. “Shapes” mais agradáveis e harmônicos, como por exemplo os de Kevin Levrone e Flex Wheeler, não eram capazes de bater “mass monsters” como Yates e Coleman.
Dada a situação, foi criada a Classic Physique –além da categoria original, que passou a ser chamada de “Open bodybuilding“, já havia sido implementada uma série de outras divisões masculinas e femininas a essa altura– com a imposição de um determinado limite de peso vinculado à altura dos participantes.
O fato de os fisiculturistas dessa categoria terem que se enquadrar nesse limite para que possam competir faz com que desproporções sejam menos presentes nas competições, já que um volume exacerbado em determinado grupo muscular gera um peso adicional, o que limita a evolução de pontos mais deficitários do físico.
Além disso, o principal critério da categoria –volume (o fator mais importante da Open, por exemplo) e definição musculares também são levados em consideração– é a estética. Por isso, essa divisão engloba os fisiculturistas que não são extremamente pesados, mas apresentam formatos musculares mais harmônicos na maioria dos casos.
A Classic Physique foi adicionada ao grupo de categorias do Olympia em 2016 e teve o norte-americano Danny Hester como seu primeiro campeão. As duas edições posteriores foram vencidas pelo seu compatriota Breon Ansley, que passou seu posto para Chris Bumstead, o Cbum. Após o canadense vencer seu hexacampeonato mundial em 2024, ele anunciou sua aposentadoria dos palcos e abriu caminho para que Dino pudesse conquistar o título.
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