A Caixa Econômica Federal finaliza nesta quarta-feira a distribuição da parcela referente ao mês de setembro do programa Bolsa Família. O repasse atual contempla os inscritos que possuem o Número de Inscrição Social (NIS) encerrado em zero. Conforme os dados oficiais divulgados, o total de famílias atendidas neste período alcançou a marca de 19,29 milhões, mantendo o patamar médio do benefício em R$ 678,18 em todo o território nacional.
Como parte da dinâmica de assistência social, moradores de 179 municípios espalhados por sete estados brasileiros tiveram o crédito depositado antecipadamente no dia 17 de setembro, sem necessidade de seguir a ordem tradicional do final do NIS. Essa liberação unificada foi destinada a localidades que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública, abrangendo a totalidade dos municípios do Acre, além de cidades selecionadas no Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe.
No que tange à composição financeira do programa, o valor mínimo garantido por núcleo familiar é de R$ 600. Além dessa base, o governo federal assegura o repasse de três adicionais específicos. Entre eles está o Benefício Variável Familiar Nutriz, que concede seis parcelas mensais de R$ 50 direcionadas a mães de lactentes de até seis meses, visando assegurar o suporte alimentar adequado durante a primeira infância.
O programa social também contempla acréscimos de R$ 50 para lares que integrem gestantes e crianças ou adolescentes na faixa etária entre 7 e 18 anos, bem como uma parcela suplementar de R$ 150 voltada especificamente para famílias que possuem crianças pequenas de até 6 anos de idade. De acordo com as diretrizes da pasta econômica, tais valores prevêem atualizações e reajustes programados para o mês subsequente de outubro.
Tradicionalmente, o calendário de repasses do Bolsa Família ocorre ao longo dos dez últimos dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem averiguar as datas específicas de liberação, os valores exatos e a composição detalhada de cada parcela por meio do aplicativo Caixa Tem, ferramenta digital utilizada para a movimentação das contas poupança do banco estatal.
Ademais, o programa mantém a chamada regra de proteção, implementada em meados de 2023. O mecanismo assegura que famílias cujos integrantes consigam inserção no mercado de trabalho formal e elevem a renda continuem recebendo 50% do valor a que teriam direito por um período determinado. Paralelamente, as normas do programa reforçam que os beneficiários não sofrem mais descontos referentes ao Seguro Defeso, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela legislação que reformulou o Bolsa Família.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
