O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), anunciou a abertura de uma licitação com valor estimado de R$ 19.764.583,04 para a contratação da implantação de um sistema de abastecimento de água na Aldeia Jaguapiru, situada em Dourados, a 251 km da Capital.
A disputa oficial para a escolha da empresa responsável pela execução da obra está marcada para o dia 22 de outubro, às 8h30, no horário local de Mato Grosso do Sul. O processo ocorrerá por meio da plataforma digital E-Kronos, adotando o critério de julgamento baseado na proposta de menor preço que atenda a todas as exigências do edital.
A modalidade de concorrência eletrônica prevê a execução do empreendimento por empreitada com preço unitário, o que significa que os pagamentos serão liberados progressivamente, de acordo com os serviços efetivamente executados e medidos. Até o momento, o aviso oficial não detalhou o prazo total estipulado para a conclusão da obra e nem o número exato de beneficiários diretos.
A questão do abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó é um problema crônico na região e já motivou diversas manifestações de moradores, incluindo bloqueios de rodovias estaduais. Em novembro de 2024, indígenas interditaram trechos da rodovia MS-156 e do anel viário de Dourados para cobrar soluções emergenciais, como o envio de caminhões-pipa e a abertura de novos poços artesianos.
A gravidade da situação também se refletiu no setor de saúde pública durante a epidemia de chikungunya que atingiu as comunidades. A irregularidade na distribuição de água obriga as famílias locais a armazenarem o líquido em recipientes improvisados, fator amplamente apontado como propício para a proliferação do mosquito vetor Aedes aegypti.
Esta nova licitação ocorre na sequência de outras iniciativas do poder público para tentar solucionar o problema na região. Em junho, o Estado homologou contratos para a perfuração de poços nas aldeias Jaguapiru e Bororó, vencidos pela Empresa Brasileira de Saneamento Ltda. (EBS) pelo valor de R$ 4,49 milhões para cada área, totalizando cerca de R$ 8,98 milhões investidos nessa primeira etapa.
Fonte: www.campograndenews.com.br
