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Lula compara lobista investigada a Daniel Vorcaro e a define como ‘pilantra muito grande’

Durante participação em podcast, o presidente Lula utilizou forte tom crítico para se referir à lobista Roberta Luchsinger, associando-a a investigações e minimizando registros fotográficos ao lado dela.

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Lula compara lobista investigada a Daniel Vorcaro e a define como ‘pilantra muito grande’

O presidente da República comparou a lobista Roberta Luchsinger a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master que é investigado por fraudes bilionárias. Durante uma transmissão de podcast na noite desta quinta-feira (1º), o chefe do Executivo afirmou que a figura pública seria uma “pilantra muito grande” que teria logrado diversas pessoas ao longo de sua trajetória.

Segundo as declarações do mandatário, o comportamento da lobista apresenta forte semelhança com o caso de Vorcaro, que conseguiu ludibriar um grande contingente de indivíduos. Na visão expressada pelo presidente, ela funcionaria como um equivalente feminino do banqueiro, conseguindo acesso a múltiplos círculos e conversando com diversas autoridades, além de supostamente mentir com frequência de acordo com análises de mensagens telefônicas.

A manifestação ocorreu no contexto em que o candidato à reeleição participava de uma sabrevista após a desistência de comparecer ao debate promovido pela emissora de televisão. A transmissão televisiva planejada para os dias antecedentes ao primeiro turno do pleito eleitoral acabou cancelada em decorrência da retirada prévia de outro concorrente ao cargo máximo do Executivo federal.

O posicionamento presidencial veio à tona após questionamentos sobre sua proximidade com Roberta, que figura como alvo de apurações em inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal. As investigações também recaem sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, popularmente conhecido como Lulinha e filho do atual mandatário, sob a suspeita de suposto tráfico de influência envolvendo até mesmo dependências do gabinete presidencial.

Questionado sobre os registros visuais em que aparece ao lado da investigada, o presidente negou manter qualquer relação próxima com ela. Argumentou que a captura de imagens ocorreu de maneira casual, tal qual acontece com milhões de cidadãos ao redor do mundo, reforçando que raramente alguém acumula tantos cliques fotográficos quanto ele próprio.

Por fim, o chefe de Estado pontuou que seu filho receberá sua solidariedade pessoal, mas ressaltou que o herdeiro precisará prestar os devidos esclarecimentos perante a sociedade em virtude das acusações levantadas. Reiterou a tese de que, diante de denúncias formais, cabe exclusivamente ao acusado a responsabilidade sobre a verdade dos fatos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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