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Ministra do TSE que proibiu TV Globo de exibir púlpito vazio já declarou voto em Lula

Estela Aranha determinou que a emissora não mostrasse o púlpito destinado a candidatos ausentes em debate presidencial; gravação antiga com declaração de voto no atual presidente circulou nas redes.

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Ministra do TSE que proibiu TV Globo de exibir púlpito vazio já declarou voto em Lula

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, responsável por determinar que a TV Globo se abstenha de exibir o púlpito destinado a candidatos ausentes no debate presidencial, já declarou publicamente seu voto no atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A manifestação de apoio ocorreu durante o pleito de 2022, ocasião em que Lula disputava o segundo turno contra Jair Bolsonaro. Na gravação que veio a público, a magistrada argumentou que a escolha pelo petista era necessária para estancar o autoritarismo e defender o Estado democrático de direito.

O registro audiovisual passou a circular amplamente em canais e páginas ligadas à direita após o cancelamento do debate pela emissora. A decisão da TV Globo ocorreu em meio a desdobramentos jurídicos envolvendo a presença de candidatos e a desistência do principal adversário do governo atual na disputa.

Procurada para comentar a repercussão do vídeo e a circulação da gravação, a ministra Estela Aranha preferiu não se manifestar. Ela é formada em direito pela Universidade de São Paulo e possui reconhecida trajetória acadêmica e profissional voltada a direitos digitais e novas tecnologias.

Nomeada ao TSE por Lula em julho de 2025 para uma vaga destinada à classe dos juristas, Aranha acumulou passagens pelo Executivo federal. Ela atuou como secretária nacional de Direitos Digitais no Ministério da Justiça e Segurança Pública sob a gestão de Flávio Dino, além de ter trabalhado em iniciativas ligadas à inteligência artificial na Presidência.

A magistrada também presidiu comissões relevantes na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e integrou comitês consultivos internacionais. Sua indicação à corte eleitoral contou com articulações políticas nos bastidores de Brasília antes de integrar a lista enviada ao Palácio do Planalto.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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