Últimas notícias
BRASIL

Falta de política federal e clima extremo desafiam agro, diz Sérgio Souza

Deputado federal Sérgio Souza aponta vulnerabilidade do agronegócio paranaense diante de intempéries e ausência de incentivos federais.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Falta de política federal e clima extremo desafiam agro, diz Sérgio Souza

O agronegócio paranaense atravessa um momento de expressiva instabilidade, impulsionado por eventos climáticos adversos e pela escassez de suporte e incentivos por parte do governo federal. A avaliação é do deputado federal Sérgio Souza (MDB), que cumpriu agenda oficial em Apucarana e em municípios da região durante esta sexta-feira.

Para o parlamentar, a combinação entre os impactos severos de fenômenos climáticos, como o El Niño, e a ausência de amparo governamental tem empurrado os produtores para uma situação de vulnerabilidade financeira. Souza destacou o enfraquecimento de instrumentos essenciais para o setor, apontando que o seguro rural e o Pronaf foram praticamente desestruturados, cenário agravado pelas taxas de juros elevadas.

Como alternativa para mitigar os gargalos do setor, o deputado defende investimentos urgentes na infraestrutura logística do estado. A otimização das malhas rodoviária e ferroviária é tratada como prioridade para baratear os custos de produção e viabilizar a industrialização em áreas historicamente desassistidas, a exemplo do Vale do Ivaí.

A estratégia estrutural proposta visa fomentar a chamada verticalização da produção paranaense. A meta é superar o modelo de exportação exclusiva de matérias-primas brutas, transformando grãos localmente em rações e proteína animal — como aves, suínos e peixes — diretamente no interior do estado.

Souza exemplificou a carência industrial citando o trecho que compreende de Londrina a Guarapuava. Segundo o parlamentar, a região possui uma produção agrícola extraordinária, mas carece de investimentos industriais robustos. Ele defende que obras de ampliação, como a implantação de terceiras faixas e viadutos em rodovias estaduais, servem de alicerce para atrair novas empresas e abatedouros locais.

Além dos apontamentos econômicos, o deputado abordou reflexos de leis federais nos municípios, relembrando sua autoria em legislações como o Pronon e o Pronas/PCD. Tais programas possibilitam que parcela do Imposto de Renda seja retida e aplicada diretamente em entidades beneficentes e de saúde da própria região, beneficiando instituições como a Apae e o Hospital do Câncer de Apucarana.

Fonte: tnonline.uol.com.br

Escrito por

admin