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Poluição atmosférica aumenta o risco de Parkinson em pessoas predispostas, aponta estudo

Nova revisão de estudos conduzida pela Universidade de Cambridge indica que a exposição prolongada à poluição do ar está associada ao aumento de até 18% na incidência da doença de Parkinson.

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Poluição atmosférica aumenta o risco de Parkinson em pessoas predispostas, aponta estudo

Uma abrangente revisão científica realizada pela Universidade de Cambridge e publicada no periódico Environment International revelou que a exposição de longo prazo à poluição atmosférica está associada a um risco ampliado de desenvolvimento da doença de Parkinson. O levantamento é considerado o maior do gênero já realizado, reunindo os dados de 42 pesquisas distintas sobre o tema.

A condição neurodegenerativa progressiva afeta primariamente a coordenação motora, desencadeando sintomas como tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e distúrbios no equilíbrio. Do ponto de vista fisiopatológico, o distúrbio decorre da morte celular de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, o neurotransmissor encarregado do controle motor. A origem da patologia é complexa e resulta da interação entre fatores genéticos e ambientais.

Os dados analisados demonstraram uma correlação direta entre níveis mais elevados de exposição ao material particulado fino, conhecido como PM2.5, e um acréscimo de 10% a 18% na incidência do problema de saúde. Essas partículas microscópicas possuem diâmetro inferior a 2,5 micrômetros e exibem a capacidade de penetrar profundamente nas vias respiratórias e nos pulmões.

O material particulado é comumente encontrado no ar urbano na forma de poeira, fuligem e fumaça, sendo gerado por fontes como frotas veiculares, complexos industriais e queimadas. A suspeita de que a industrialização estaria ligada ao problema é histórica, remontando à descrição do Parkinson na Inglaterra em 1817 e ao aumento de registros nos Estados Unidos durante a década de 1950.

Especialistas ressaltam que o estudo aponta uma associação estatística e não uma relação estritamente causal. O material particulado é capaz de inflamar os tecidos pulmonares e alcançar a corrente sanguínea, dando início a processos inflamatórios sistêmicos que podem acelerar o depósito da proteína alfa-sinucleína em indivíduos geneticamente suscetíveis, embora a predisposição seja indispensável.

Como o Parkinson não possui formas definitivas de prevenção primária, os pesquisadores enfatizam a relevância de identificar fatores modificáveis no estilo de vida. A adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos aeróbicos de intensidade moderada a alta e o consumo de alimentos baseados na dieta mediterrânea, pode contribuir para a mitigação de riscos associados.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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