À medida que consumidores recorrem a inteligência artificial para obter recomendações e novos agentes de IA da Meta e da OpenAI se oferecem para realizar compras em nome dos usuários, executivos de marketing enfrentam um novo desafio: como agradar a robôs e algoritmos.
Uma nova categoria de startups especializadas na fronteira entre tecnologia e publicidade surge para responder a essa demanda, adotando estratégias que se afastam da publicidade tradicional voltada para a emoção humana e a dopamina, focando em vez disso em uma lógica estritamente matemática.
Enquanto plataformas como a Amazon bloqueiam determinados agentes de compras, dados de um relatório da Adobe apontam que o tráfego proveniente de fontes de IA para sites de varejo nos Estados Unidos registrou um salto expressivo de 393% no ano de 2026.
Especialistas projetam que os chamados gastos influenciados por agentes possam representar até 20% de todo o comércio eletrônico americano até 2030, alcançando a marca de US$ 385 bilhões, conforme estimativas do Morgan Stanley.
Empresas como a varejista on-line RTA Store decidiram investir em sua visibilidade perante os grandes modelos de linguagem, alterando códigos básicos e estruturando dados de catálogos para que possam ser compreendidos de forma rápida e segura por agentes virtuais.
Apesar da corrida para otimizar a presença digital frente aos robôs e evitar barreiras de navegação, analistas do setor ponderam sobre a volatilidade e a velocidade com que os modelos tecnológicos evoluem, exigindo adaptação constante do mercado.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
