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Veja a carreira de Ramon Dino na liga profissional – 16/12/2025 – Músculo

Veja a carreira de Ramon Dino na liga profissional – 16/12/2025 – Músculo

Ramon Rocha Queiroz, o Dino, conquistou o título do Olympia –feito inédito para o Brasil em categorias masculinas até então– pela Classic Physique nesta temporada. Entretanto, a jornada do fisiculturista acriano na IFBB Pro League (International Federation of Bodybuilding & Fitness Professional League, que significa Liga Profissional da Federação Internacional de Fisiculturismo e Fitness) não começou ontem.

Antes de chegar ao título máximo do fisiculturismo, o atleta já havia competido em dez torneios profissionais e vencido três deles. Confira como se deu a participação dele em cada uma dessas competições.

Profissional desde 2018, Dino só fez sua estreia na principal liga do fisiculturismo mundial três anos depois. Na época, o objetivo da equipe do atleta era simples: entrar pelo menos no top 2 da competição para conquistar a vaga para o Olympia daquele ano. Após vencer Madelman –atualmente na categoria 212– e protagonizar um embate contra Fabian Mayr, que venceu o título na ocasião, o brasileiro ficou com o vice-campeonato e atingiu seu objetivo principal.

Após uma preparação conturbada em meio à pandemia de Covid-19 e ao nascimento de seu primeiro filho com Vitória Viana, Ravi, o fisiculturista acriano chegou nos Estados Unidos no dia anterior à competição. Mesmo com os percalços e longe de seu melhor condicionamento possível, ele chamou atenção dos árbitros pela sua linha e muscularidade, o que levou ao quinto lugar do torneio.

Na volta ao Brasil com o status de que era o maior representante do país em sua categoria, Dino superou Gabriel Zancanelli em uma batalha que até hoje é lembrada como uma das maiores da história do fisiculturismo brasileiro. Naquele dia, o Brasil passou a entender que o fenômeno das redes sociais era uma realidade do esporte.

Com exceção de Chris Bumstead, que era o campeão mundial na época, todos os atletas que integraram o top 5 do Olympia 2021 participaram do torneio. Ou seja, baseado nas colocações do último confronto que havia ocorrido entre os quatro, o brasileiro era o último colocado. Entretanto, ele superou Breon Ansley e Urs Kalecinski –até então top 3 e 4 do planeta, respectivamente– ao ficar com a segunda colocação, perdendo apenas para Terrence Ruffin. A partir daquele momento, a mídia internacional passou a prestar mais atenção no Dino e notar que ele estava avançando posições.

Nesse campeonato, Dino se colocou, pela primeira vez na carreira, como o grande rival de Cbum. Os árbitros separaram os dois dos demais participantes, deixando claro que ambos estavam degraus acima de seus adversários. O título mundial permaneceu com o canadense, mas o resultado não deixou de ser uma vitória para o atleta da Max Titanium.

Após se destacar como o melhor fisiculturista da Classic Physique depois do hexacampeão, Dino foi à cidade de Columbus para fazer história. Pela primeira vez, um homem brasileiro conquistou esse título em uma categoria profissional.

O título no torneio que homenageia Arnold Schwarzenegger deu a Dino a moral que o brasileiro precisava. Foi então que, em novembro de 2023, Bumstead protagonizou a batalha mais acirrada de seu reinado. Ele venceu a competição novamente, mas seu rival estava, nitidamente, cada vez mais próximo.

Nessa competição, Dino teve o primeiro baque de sua carreira como fisiculturista profissional. Favorito absoluto ao título, ele fez uma preparação mais curta do que o habitual e perdeu para Wesley Vissers –que havia ficado com a sétima colocação no Olympia 2023.

Depois de obter seu primeiro resultado adverso na IFBB Pro League, Dino foi ao Olympia para escrever uma história de superação. Todos esperavam mais um duelo direto entre o brasileiro e o canadense, o que não ocorreu. Problemas na finalização do atleta fizeram-no subir nitidamente pior do que no ano anterior, o que o fez cair para a quarta posição.

O torneio em questão fechou a pior temporada de Dino na liga profissional. O fisiculturista venceu, mas não convenceu. Naquele momento, o potencial dele passou a ser questionado, uma vez que não apresentou evoluções palpáveis em seu físico.

Em 2025, tudo mudou. Dino voltou a trabalhar com Fabrício Pacholok e contratou André Pierin para ajudá-lo com as poses. O mental do atleta, segundo todos de seu núcleo íntimo, se transformou. Foi então que, após treinar como nunca e fazer a preparação mais longa de sua vida, o fisiculturista brasileiro deu a volta por cima e apresentou o melhor físico de sua carreira no Olympia. Naquela noite, ele fez história e conquistou o título mundial.


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