O senador Rogério Marinho (PL-RN), que atua como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, declarou nesta segunda-feira, 5, que eventuais discussões sobre uma candidatura para a chefia do Senado Federal na próxima legislatura devem ser tratadas somente após a conclusão do segundo turno da disputa eleitoral.
Segundo o parlamentar, o debate sobre o comando da Casa legislativa exige cautela e timing político adequado. A prioridade atual das lideranças partidárias permanece concentrada no processo eleitoral em curso, adiando os entendimentos formais para o período subsequente.
Marinho ressaltou a relevância do partido no cenário legislativo nacional. De acordo com o senador, a expressiva representação que a legenda deve conquistar no Senado Federal e na Câmara dos Deputados confere ao partido a legitimidade natural para postular a presidência de uma das duas Casas do Congresso.
Apesar da força numérica das bancadas, o coordenador pontuou que o partido não possui isoladamente a maioria necessária para assegurar o comando do parlamento. Por essa razão, qualquer projeto político nesse sentido demandará articulação intensa.
O parlamentar enfatizou que o processo sucessório exigirá convergência de ideias, capacidade de transigência e negociações amplas com outras legendas políticas. Para Marinho, a construção de consensos é indispensável, uma vez que a sigla sozinha não consegue eleger nenhum candidato para os cargos de direção das mesas.
As declarações reforçam a estratégia adotada pelas lideranças do partido de manter o foco na reta final da campanha presidencial, deixando o tabuleiro de sucessão e as composições de forças no Poder Legislativo para o cenário pós-eleitoral.
Fonte: noticias.uol.com.br
