O Prêmio Nobel de Física de 2026 foi atribuído ao pesquisador Francis Halzen por seu papel decisivo no desenvolvimento do observatório de neutrinos IceCube, localizado na Antártida, e pela descoberta de partículas de alta energia com origem astrofísica.
Nascido na Bélgica e com 82 anos de idade, o cientista desenvolve suas atividades acadêmicas vinculado à Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos. A honraria é concedida em memória de Alfred Nobel, inventor sueco responsável pela criação da premiação.
Nesta edição, o valor da premiação registrou um acréscimo de 9%, atingindo a marca de 12 milhões de coroas suecas, o equivalente a aproximadamente R$ 6,2 milhões. O reajuste comemora os 125 anos desde a entrega inicial da láureas.
A trajetória de Halzen na detecção de neutrinos no Polo Sul teve início na década de 1980. O comitê responsável destacou que o pesquisador compreendeu a viabilidade de utilizar o gelo antártico para o rastreio dessas partículas elementares.
Conhecidos popularmente como partículas-fantasma, os neutrinos figuram entre os elementos mais enigmáticos da física. Eles carecem de carga elétrica, possuem massa quase imperceptível e interagem de maneira extremamente sutil com a matéria comum, o que dificulta enormemente sua captura.
Mark Pearce, presidente do Comitê Nobel de Física, definiu o neutrino como um mensageiro vindo diretamente do espaço profundo. Segundo o dirigente, a liderança de Halzen à frente de uma equipe internacional resultou em um instrumento pioneiro e abriu portas para um ramo inédito da astronomia.
Fonte: noticias.uol.com.br
