O Quênia tornou-se oficialmente o terceiro país a registrar um caso associado à atual epidemia de Ebola que afeta o leste do Congo, configurada como a segunda maior da história dessa enfermidade. Anteriormente, Uganda havia contabilizado 20 casos e duas mortes no início do ano, embora tenha sido declarado livre do vírus no mês de agosto.
De acordo com as autoridades locais, o paciente infectado desembarcou no aeroporto internacional localizado em Nairóbi. Logo após a chegada, ele passou por uma triagem sanitária inicial e foi posteriormente conduzido por um familiar até o Hospital de Nairóbi.
Durante a internação, o paciente apresentou sintomas clássicos da doença, manifestando febre alta, calafrios e episódios de sangramento sob a pele. Diante do quadro clínico, a equipe médica agiu prontamente, colocando o indivíduo em rigoroso isolamento, conforme detalhado pelas autoridades de saúde.
Apesar dos esforços de contenção e atendimento hospitalar, o paciente acabou falecendo na noite de segunda-feira. Representantes do governo asseguraram que a nação queniana encontra-se devidamente preparada para responder de maneira firme e organizada a eventuais novas ocorrências da doença.
Como parte dos protocolos de segurança para impedir a propagação do patógeno, o sepultamento do paciente foi programado para acontecer ainda nesta terça-feira, seguindo normas estritas estipuladas para o manejo seguro de vítimas do vírus.
O Ebola é uma infecção grave que se propaga por meio do contato direto com fluidos corporais de indivíduos infectados, independentemente de estarem vivos ou mortos. A patologia costuma provocar febre, vômitos, diarreia e, em cenários mais severos, hemorragias tanto internas quanto externas.
O surto em questão é provocado pela rara cepa Bundibugyo do Ebola, uma variante para a qual ainda não existem vacinas disponíveis ou tratamentos cientificamente comprovados no momento.
Fonte: noticias.uol.com.br
