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Nobel de Física volta a ser entregue a apenas um cientista após três décadas

Após 34 anos, o prêmio Nobel de Física foi concedido a um único pesquisador: o belga Francis Halzen, reconhecido por suas contribuições com o observatório IceCube.

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Nobel de Física volta a ser entregue a apenas um cientista após três décadas

Após um intervalo de 34 anos, o prestigiado prêmio Nobel de Física voltou a ser concedido a um único pesquisador. A cerimônia de anúncio ocorreu na manhã desta terça-feira (6), marcando uma exceção na tendência recente da academia de premiar grupos de cientistas.

O laureado desta edição foi o físico belga Francis Halzen, de 82 anos, que atua como professor na Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos. Ele recebeu a láurea em reconhecimento às suas importantes contribuições para a detecção de neutrinos de alta energia de origem astrofísica, utilizando o observatório IceCube, construído nas profundezas do polo Sul.

A última vez em que a categoria de Física havia premiado apenas um indivíduo aconteceu em 1992. Naquela ocasião, o contemplado foi o polonês Georges Charpak, honrado pela invenção e pelo desenvolvimento de detectores de partículas, com destaque para a câmara proporcional multifios. No ano anterior, em 1991, o francês Pierre-Gilles de Gennes também havia sido o único laureado.

Historicamente, prêmios individuais eram muito mais comuns nas primeiras décadas da honraria, criada em 1901. Nos 120 anos de história da premiação de física, houve 48 ocasiões com apenas um vencedor, o que corresponde a cerca de 40% dos reconhecimentos. No entanto, láureas solitárias tornaram-se raridades nas últimas décadas, sendo o cenário mais frequente a divisão do prêmio entre dois ou três cientistas.

O panorama em outras áreas do conhecimento apresenta semelhanças, embora com algumas distinções cronológicas. No Nobel de Medicina, cerca de 34% dos anos registraram um único premiado, sendo o caso mais recente em 2022, com o sueco Svante Pääbo. Já a categoria de Química mantém o maior percentual de vitórias individuais, superando 54% das edições, embora seu último laureado solo tenha ocorrido em 2011, com o israelense Dan Shechtman.

A consagração de Francis Halzen recoloca em evidência o formato de premiação individual na física moderna, celebrando uma trajetória de décadas dedicada à astrofísica de partículas e à exploração dos segredos do universo a partir de instalações extremas no gelo antártico.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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