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ANÁLISE: Escala 6×1 vira tema estratégico para Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

A discussão sobre o fim da escala 6x1 no Senado ganha força e dimensão eleitoral, tornando-se um tema estratégico para as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.

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ANÁLISE: Escala 6×1 vira tema estratégico para Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

A discussão em torno do fim da escala 6×1 no Senado Federal ganhou uma forte dimensão eleitoral logo após a definição do resultado do primeiro turno da eleição presidencial. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 começou a ser debatida formalmente pelo plenário nesta terça-feira (6), movimentando os bastidores de Brasília.

A proposta em questão visa reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de garantir dois dias de descanso consecutivos para os trabalhadores, tudo isso sem a redução dos salários. A pauta tem apelo popular e mexe diretamente com o cotidiano de milhões de brasileiros.

Aliados do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já enxergam a votação como um elemento central dentro da estratégia traçada para a disputa do segundo turno. No entanto, vale destacar que o tema já havia sido apresentado pelo próprio governo como uma bandeira relevante durante a primeira etapa do pleito, sendo amplamente conhecido pelos eleitores.

Do lado da oposição, a pauta é reconhecida pelo forte apelo junto à classe trabalhadora. Por esse motivo, uma posição contrária explícita à proposta poderia trazer graves prejuízos e impactos negativos para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que enfrenta Lula nesta segunda fase da eleição presidencial.

Diante desse cenário complexo, parlamentares da oposição passaram a discutir a possibilidade de não comparecer ao plenário com o objetivo de dificultar a formação do quórum mínimo necessário para a realização da votação. Contudo, essa estratégia também acarreta riscos, pois pode gerar um desgaste político considerável caso seja interpretada pela opinião pública como uma manobra para impedir o avanço da proposta.

Para ser aprovada, a PEC necessita do voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos distintos de votação. Antes que ocorra a primeira votação, o regimento exige a realização de cinco sessões de discussão. Caso o texto seja aprovado nessa etapa inicial, mais três sessões deverão preceder o segundo turno. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já indicou que a primeira votação poderá ser realizada na próxima semana, embora a incerteza ainda ronde o calendário.

Fonte: g1.globo.com

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