O partido Novo declarou nesta quarta-feira (7) apoio oficial à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto no segundo turno das eleições presidenciais. A decisão foi formalizada após uma reunião da cúpula da legenda com o candidato do PL no comitê de campanha localizado em Brasília.
O anúncio do partido ocorre logo após o posicionamento de Romeu Zema, que foi o candidato da sigla à Presidência no primeiro turno do pleito. Zema terminou a disputa na sexta colocação, conquistando 326.488 votos, o que representou 0,27% dos votos válidos computados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Durante o encontro em Brasília, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, justificou o posicionamento da legenda. Segundo o dirigente, a sigla optou por apoiar Flávio com o objetivo central de derrotar o PT e enfrentar o que classificou como ‘os intocáveis’ do Supremo Tribunal Federal.
Além de Eduardo Ribeiro, o ato político contou com a presença de outras figuras de destaque do partido Novo, como Deltan Dallagnol, representante do Paraná, e o deputado federal Marcel Van Hattem, eleito pelo Rio Grande do Sul, reforçando a unidade em torno do nome de Flávio Bolsonaro.
Em sua declaração pública de apoio, Romeu Zema enfatizou que não pretende se omitir no atual cenário político do país. ‘Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula’, afirmou o ex-governador mineiro.
No primeiro turno da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro obteve mais de 56 milhões de votos, alcançando 47,03% dos votos válidos. Ele enfrentará no segundo turno o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, que conquistou 53,8 milhões de votos, correspondentes a 45,15% da preferência do eleitorado.
Enquanto o partido Novo e Romeu Zema declaram voto em Flávio Bolsonaro, outros candidatos derrotados no primeiro turno já definiram seus rumos. Augusto Cury, do Avante, e Renan Santos, do movimento Missão, que ficaram respectivamente na terceira e quarta colocações, anunciaram que manterão neutralidade e não apoiarão nenhum dos dois concorrentes na etapa final.
A votação definitiva do segundo turno das eleições presidenciais está marcada pelo Tribunal Superior Eleitoral para o dia 25 de outubro. A articulação de apoios busca consolidar bases eleitorais decisivas para a reta final da campanha em todo o território nacional.
Fonte: g1.globo.com
