Margaret Hamilton, que liderou a equipe responsável pelo software de bordo das missões Apollo e ajudou a conduzir Neil Armstrong e Buzz Aldrin a um pouso seguro na Lua, morreu aos 90 anos em 30 de setembro, em um hospital em Cambridge, Massachusetts (EUA). A confirmação do falecimento foi feita por sua filha, Lauren.
Nascida em Indiana em 1936, Hamilton formou-se em matemática pelo Earlham College em 1958. No início da década de 1960, enquanto trabalhava em um laboratório de computação no MIT, juntou-se com entusiasmo ao projeto de computadores de bordo para a exploração lunar, tornando-se a primeira programadora contratada para o projeto Apollo em 1965.
Sua competência a levou ao cargo de diretora de engenharia de software do projeto, liderando o desenvolvimento dos computadores do módulo de comando e do módulo lunar. Hamilton popularizou o termo “engenharia de software” para descrever a complexidade e a importância do trabalho de sua equipe, equiparando a programação ao projeto de hardware.
Um dos momentos cruciais de sua carreira ocorreu durante o pouso da Apollo 11, em 20 de julho de 1969. Quando alarmes dispararam no computador de bordo devido a uma sobrecarga na unidade de processamento, o software desenvolvido por sua equipe priorizou tarefas essenciais e descartou as secundárias, permitindo que a missão prosseguisse de forma bem-sucedida.
Além de sua contribuição histórica para as seis missões lunares entre 1969 e 1972, Hamilton trabalhou em projetos como a Skylab e os ônibus espaciais, e fundou empresas voltadas ao desenvolvimento de softwares. Em 2016, recebeu do então presidente Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade.
Hamilton deixa sua filha Lauren, além de netos, bisnetos e irmãos, eternizando seu legado como uma das mentes mais brilhantes e influentes da história da computação e da exploração espacial moderna.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
