
Um estudo desenvolvido com a participação de instituições de Mato Grosso do Sul identificou cinco caminhos para combater a hesitação vacinal e ampliar a cobertura de imunização na população. A pesquisa foi divulgada na segunda-feira (12) na revista científica Epidemiologia e Serviços de Saúde.
O trabalho teve coordenação da pesquisadora Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira, vinculada à Fiocruz-MS, e contou com a colaboração da UFMS, da Uems e da Sesau. Os especialistas examinaram informações coletadas entre 2012 e 2024 sobre a resistência a vacinas como covid-19, influenza, HPV, hepatite B, coqueluche e pneumococo.
Cinco estratégias para ampliar a vacinação
A primeira diretriz apontada pelo estudo é o aprimoramento da comunicação, com mensagens adaptadas às realidades culturais e sociais de cada comunidade, além do combate ativo à desinformação. A terceira recomendação envolve a capacitação permanente dos profissionais de saúde para o atendimento de dúvidas dos pacientes.
Como quarta medida, a pesquisa sugere a facilitação do acesso às doses por meio de horários ampliados, unidades móveis e atendimento em locais como escolas e empresas. Por fim, a quinta estratégia propõe o aproveitamento do pré-natal para orientar gestantes e verificar a caderneta de vacinação.
Cenário em Campo Grande
Na capital sul-mato-grossense, levantamentos específicos detalhados no estudo mediram o tamanho do problema. Entre 158 pais ouvidos entre setembro de 2022 e outubro de 2023, 39,2% manifestaram hesitação em vacinar os filhos, sendo os imunizantes contra a covid-19 os mais rejeitados.
Outro levantamento realizado entre novembro de 2022 e agosto de 2023 com profissionais da atenção primária de Campo Grande apontou que 32,7% apresentaram resistência. Médicos e enfermeiros registraram os menores índices, enquanto os agentes comunitários de saúde obtiveram maior taxa de hesitação.
