
A campanha presidencial apresentou nesta quinta-feira (22) um documento conjunto assinado pelos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no qual autorizam a abertura total e simultânea de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico até as 23h59 do mesmo dia. O termo foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda análise do ministro relator André Mendonça.
Detalhes do acordo
O acerto entre as partes engloba também os familiares dos dois postulantes ao Palácio do Planalto e pessoas jurídicas associadas a eles. A formalização ocorreu após tratativas que incluíram a inclusão da empresa Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz, e de exigências feitas pela chapa adversária, como a divulgação de gastos com cartões corporativos, da agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva e dados do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Histórico do caso
A discussão sobre a desclassificação de sigilos teve início no debate realizado no último domingo (18) pela emissora de TV Band, ocasião em que Lula propôs o desafio ao oponente. Na última terça-feira (20), a campanha petista já havia protocolado no TSE uma autorização para a abertura de suas informações caso houvesse reciprocidade.
