Carnaval no Rio: 2º dia de festa celebra Rita Lee, candomblé, Mestre Ciça e Carolina Maria de Jesus
Veja os destaques do primeiro dia do desfile de carnaval no Rio de Janeiro
Crédito: Crédito: Rede Globo de Televisão
O segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Rio começou nesta segunda-feira, 16, com a Mocidade Independente de Padre Miguel. A escola levou para a Marquês de Sapucaí um samba-enredo em homenagem à cantora Rita Lee, morta em 2023.
Na sequência, a Beija-Flor ganhou a avenida. A escola de Nilópolis desfilou ao som do samba-enredo “Bembé”, celebrando o candomblé e a ancestralidade.
A terceira a desfilar, Unidos do Viradouro, prestou tributo ao sambista Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, que completa 70 anos de idade e 55 de seu primeiro desfile.
E, para encerrar, a Unidos da Tijuca levou à avenida uma apresentação dedicada à escritora Carolina Maria de Jesus, autora de “Quarto de Despejo” e “Diário de Bitita”.
Mocidade relembra a vida e a obra de Rita Lee
Logo no “esquenta”, a Mocidade já levantou o público nas arquibancadas da Sapucaí resgatando grandes momentos da história da escola, com sambas que marcaram época.

Mocidade fez desfile em homenagem à cantora Rita Lee. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Com o enredo “Rita Lee, a padroeira da liberdade”, a escola seguiu animando o público com o refrão inspirado em “Erva Venenosa”, um dos maiores sucessos da cantora.

Desfile da Mocidade homenageou a rainha do rock. Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio de Janeiro
A Verde e Branca fez referência ainda a canções como “Ovelha Negra” e “Amor e Sexo”, e levou à avenida aspectos da personalidade da rainha do rock, como a defesa do direito dos animais.

Cão Orelha é lembrado em desfile da Mocidade. Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio de Janeiro
Uma das alegorias, inclusive, homenageou o cão Orelha, que morreu após ser espancado em Florianópolis.

Bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Destaque no último carro, o instrumentista Roberto de Carvalho, viúvo da artista, falou da emoção pela homenagem. “Um tsunami de alegria, beleza, luzes, música”, sintetizou em entrevista à TV Globo.

Mocidade Independente de Padre Miguel abriu a segunda noite de desfiles na Sapucaí. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Campeã seis vezes do carnaval do Rio, a Mocidade não vence desde 2017, quando dividiu o título com a Portela. Neste ano, a escola desfilou na Sapucaí com 24 alas, sete carros e 3.500 componentes.

Mocidade Independente de Padre Miguel abriu o segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Rio. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Beija-Flor entra na Sapucaí para defender posto de campeã com homenagem ao candomblé
A Beija-Flor entrou na avenida nesta segunda-feira, 16, com o enredo “Bembé”, uma homenagem ao maior candomblé de rua do mundo, realizado em Santo Amaro da Purificação, na Bahia.

Desfile da escola Beija-Flor de Nilópolis. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
A escola optou pela estratégia de juntar os dois sambas finalistas na edição deste ano. Com o refrão “Isso aqui vai virar macumba!”, a Beija-Flor buscou consolidar a posição de favorita e manter o posto de campeã conquistado no ano passado.

Neguinho da Beija-Flor participou do desfile, mas não como puxador. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Uma das novidades da escola foram os cantores Jéssica Martin e Nino do Milênio. Eles assumiram os postos de “puxadores” oficiais no lugar de Neguinho da Beija-Flor, que se aposentou depois de 50 anos na Azul e Branca. Jéssica Martin é a única puxadora do Grupo Especial do carnaval do Rio.

Público canta ao som da Beija-Flor no segundo dia de desfiles no Rio de Janeiro. Foto: Mauro Pimentel/MAURO PIMENTEL
Com sede em Nilópolis, na Baixada Fluminense, a “Deusa da Passarela” ostenta uma das trajetórias mais vitoriosas do carnaval carioca, acumulando 15 títulos no Grupo Especial — o último com uma homenagem ao mestre Laíla.

Beija-Flor levantou a Sapucaí com desfile sobre o candomblé. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
No desfile deste ano, a escola levou à avenida 29 alas, seis carros, um tripé e 3.200 componentes.

Bateria da Beija-Flor no desfile sobre o candomblé. Foto: Pedro Kirilos
Unidos do Viradouro celebra Mestre Ciça
Com o enredo “Pra Cima, Ciça!”, a Unidos do Viradouro celebrou a trajetória do mestre Moacyr da Silva Pinto. A agremiação narrou a história do músico desde os tempos na escola Estácio de Sá até a atualidade.

Desfile da Viradouro enalteceu o mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça. Foto: Mauro Pimentel/MAURO PIMENTEL
“Gratidão por poder honrar essa figura tão importante do carnaval”, disse a atriz Juliana Paes, que voltou ao posto de rainha da bateria após 17 anos.

Juliana Paes como rainha de bateria da Viradouro. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Tarcísio Zanon assinou o projeto na Sapucaí. Wander Pires interpretou o samba no microfone e o casal Julinho Nascimento e Rute Alves conduziu o pavilhão em um desfile marcado pela emoção.

Bateria da Viradouro no carro alegórico. Foto: Mauro Pimentel/AFP
Como não poderia ser diferente, a bateria brilhou. Do meio até o fim da apresentação, os ritmistas desfilaram sobre um grande carro alegórico, com Ciça à frente, como destaque.

Mestre Ciça e Juliana Paes na festa da Viradouro na Sapucaí. Foto: Mauro Pimentel/MAURO PIMENTEL
Outro momento emocionante foi a participação do carnavalesco Paulo Barros, que fez história em escolas como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Vila Isabel, como destaque em uma das alegorias.

Paulo Barros, destaque da Viradouro, se emocionou durante o desfile da escola. Foto: Mauro Pimentel/MAURO PIMENTEL
A Viradouro se apresentou com 23 alas, seis carros, dois tripés e 2.500 componentes.

Comissão de frente da Viradouro, que celebrou Mestre Ciça no carnaval 2026. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Unidos da Tijuca homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus
A Unidos da Tijuca encerrou a segunda noite de desfiles na Marquês de Sapucaí. A escola do morro do Borel homenageou a escritora mineira Carolina Maria de Jesus.

Unidos da Tijuca encerrou a segunda noite de desfiles na Sapucaí. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
No fim dos anos 1950, Carolina vivia na favela do Canindé, em São Paulo, com três filhos, quando foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas. Ela trabalhava como catadora e escrevia todos os dias em seu diário, intercalando os relatos com criações que iam de contos a poemas.

Escola homenageou a vida e a obra de Carolina Maria de Jesus. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
O diário foi lançado em 1960 como “Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada”, obra belamente retratada no desfile da Azul e Amarela.

Desfile da Unidos da Tijuca no carnaval 2026. Foto: Pedro Kirilos
A apresentação contou com personalidades como a escritora Conceição Evaristo e a professora Fernanda Felisberto como destaques.

Destaque de carro da Unidos da Tijuca. Foto: Pedro Kirilos
Em entrevista à TV Globo, Conceição Evaristo afirmou que o desfile mostrava a diversidade da literatura brasileira, com marca social, étnica e um modo diferente de apropriação da língua. “É a democratização da literatura”, disse.

Escola tomou conta da Sapucaí na madrugada desta terça-feira, 17. Foto: Pedro Kirilos
A escola desfilou com 24 alas, cinco carros alegóricos, dois tripés e 2.100 integrantes.

Homenagem da Tijuca encerrou o segundo dia na Sapucaí. Foto: Pedro Kirilos
Último dia de desfiles
Nesta terça-feira, 17, último dia de desfiles, passarão pela Marquês de Sapucaí:
- Paraíso do Tuiuti (início às 21h45)
- Unidos de Vila Isabel (início entre 23h20 e 23h30)
- Acadêmicos do Grande Rio (início entre 0h55 e 1h15)
- Acadêmicos do Salgueiro (início entre 2h30 e 3h)



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