Carnaval no Rio: Vila Isabel homenageia o músico e artista plástico Heitor dos Prazeres
Carnaval no Rio: 2º dia de festa celebra Rita Lee, candomblé, Mestre Ciça e Carolina Maria de Jesus
Mocidade, Beija-Flor, Viradouro e Tijuca animaram a Marquês de Sapucaí com homenagens e surpresas, como menção ao cão Orelha e bateria em carro alegórico. Crédito: Crédito: Rede Globo de Televisão
O terceiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio começou nesta terça-feira, 17, com a Paraíso do Tuiuti. A escola levou para a Marquês de Sapucaí o samba-enredo “Lonã Ifá Lucumí”, sobre uma vertente religiosa afro-cubana que se ramificou no Rio de Janeiro.
A segunda a entrar na avenida foi a Unidos de Vila Isabel, com o enredo “Macumbembê, Samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África”, uma homenagem a Heitor dos Prazeres.

Sabrina Sato, rainha de bateria da Vila Isabel. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Cantor, compositor e artista plástico, o artista participou da fundação das agremiações Mangueira, Portela, Unidos da Tijuca, Vizinha Faladeira e Deixa Falar, mas nunca tinha sido homenageado com um enredo no Grupo Especial.
Em seguida, será a vez da Acadêmicos do Grande Rio e, fechando os desfiles na Sapucaí, virá a Acadêmicos do Salgueiro.
Paraíso do Tuiuti conecta ancestralidades africanas, caribenhas e brasileiras
A Paraíso do Tuiuti trouxe para a Sapucaí a jornada milenar do Ifá Lucumí, o oráculo sagrado de Orunmila que guia a humanidade ao autoconhecimento e ao cumprimento de seus destinos.
O enredo “Lonã Ifá Lucumí”, que em iorubá significa “O Caminho do Ifá Lucumí”, percorre a trajetória desse sistema divinatório desde a cidade sagrada de Ilé Ifé, na África Ocidental, até sua chegada ao Brasil pelas mãos do Babalawo cubano Rafael Zamora.
Com muito colorido, a escola de São Cristóvão procurou destacar a união Brasil-Cuba e deu uma aula sobre religião, respeito e história.

Paraíso do Tuiuti levou para a Marquês de Sapucaí o samba-enredo “Lonã Ifá Lucumí”. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
O enredo foi baseado em um livro de Nei Lopes, pesquisador da cultura afro e do samba, que participou do desfile. “As pessoas não compreendem que o sagrado é uma coisa e a vida normal, do dia, é outra coisa diferente, que não existe o melhor nem o pior”, disse em entrevista à TV Globo, ao ser questionado se a apresentação poderia provocar uma mudança na percepção do público sobre os cultos de origem africana.
A apresentação foi concebida pelo carnavalesco Jack Vasconcelos e o samba foi puxado por Pixulé, com a bateria sob o comando de mestre Marcão.

Desfile da escola Paraíso do Tuiuti, no terceiro dia de desfiles na Sapucaí. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Vice-campeã em 2018, a Paraíso do Tuiuti ficou em décimo lugar no ano passado. Neste ano, a escola desfilou na Sapucaí com 25 alas, cinco carros, um tripé e 3.100 componentes.

Rainha de bateria, Mayara Lima representou os Ikins, as sementes sagradas usadas na adivinhação do Ifá. Foto: Pedro Kirilos/Estadão
A campeã do carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro será definida na tarde desta Quarta-feira de Cinzas, 18. A apuração tem início previsto para as 15h.
Veja os destaques do primeiro dia do desfile de carnaval no Rio de Janeiro
Crédito: Crédito: Rede Globo de Televisão
O desfile das campeãs está marcado para a noite de sábado, 21. Participarão as seis melhores colocadas na edição deste ano.



Publicar comentário