PM é detido em operação que prendeu bicheiro Adilsinho no Rio de Janeiro
A operação policial que prendeu o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, na manhã desta quinta-feira, 26, no Rio de Janeiro, terminou também com a detenção do policial militar da ativa Diego D’arribada Rebello de Lima, que estava lotado em uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Segundo as investigações, o PM fazia a segurança pessoal do contraventor. A reportagem tenta contato com a defesa de Diego Lima. O espaço segue aberto.
Assim como Adilsinho, Lima também estava na mansão em Cabo Frio, na região dos Lagos do Rio, onde ocorreram as prisões. A operação foi realizada de forma conjunta entre a Polícia Federal, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro.
Em nota, a Polícia Militar do Rio confirmou que um agente da corporação foi preso em Cabo Frio e destacou que a Corregedoria-Geral da PM “acompanha o caso” e que vai instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Policial militar apontado como responsável pela segurança de Adilsinho foi preso junto com o contraventor Foto: Reprodução/TV Globo
‘Proteção’
Apontado como mandante de homicídios, incluindo envolvimento no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro de 2024, no centro do Rio, Adilsinho estava foragido da Justiça Federal e também é procurado pela Justiça Estadual. Ele é apontado pela Polícia do Rio de Janeiro como integrante da cúpula do jogo do bicho e como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do Estado.
Fábio Galvão, superintendente regional da Polícia Federal, destacou a dificuldade em prender Adilsinho em razão da “proteção” que o contraventor receberia – segundo ele, foram três tentativas mal-sucedidas até a captura do bicheiro.
“É um trabalho árduo, muito difícil. Terceira tentativa de prisão, que é muito dificultada pela proteção, sobretudo de policiais, de que goza principalmente a máfia do jogo do bicho”, disse Galvão em vídeo gravado ao lado do secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi.
O ‘mais sanguinário’
Galvão ainda classificou Adilsinho como o “mais sanguinário dos ‘capos’ do jogo do bicho” e responsável por “dezenas de homicídios”. “Então foi um presente para a sociedade fluminense a prisão, um baque para a máfia do jogo do bicho”, acrescentou o superintendente.
O secretário Curi destacou o trabalho da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), uma das equipes responsáveis por capturar o contraventor, e informou que, por força da Polícia Civil, Adilsinho já tinha três mandados de prisão por homicídio de desafetos, rivais nos negócios e também um policial.
“Dentre as dezenas de homicídio pelo qual ele é investigado, um que se destacou muito é a morte do advogado em fevereiro de 2024, onde esse advogado foi assassinado, em plena luz do dia, em frente à Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, praticamente ao lado do Ministério Público e da Defensoria Pública. Uma ação ousada da quadrilha desse criminoso”, disse Curi.
Adilsinho foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para os procedimentos legais antes de ser transferido para o sistema prisional do Estado. O PM Diego Lima ainda está sob acareação na delegacia.



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