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Justiça manda apreender adolescente suspeito de estupro coletivo no Rio; polícia faz buscas

Justiça manda apreender adolescente suspeito de estupro coletivo no Rio; polícia faz buscas

Estupro coletivo no Rio: adolescente é apontado como responsável por atrair vítima para apartamento

Um adolescente, que também teria participado das agressões sexuais, é alvo de uma representação do Ministério Público. A identidade dele não foi informada. Crédito: Câmeras de vigilância

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça do Estado em dois endereços ligados ao adolescente suspeito de estupro coletivo de uma jovem de 17 anos, mas não o encontrou. A defesa dele não foi localizada pela reportagem.

“A gente cumpriu dois mandados de busca domiciliar, um em Copacaba e outro na Tijuca. Mas a gente ainda não localizou (o adolescente)”, disse o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacana), ao Estadão, por volta das 20h30 desta quinta-feira, 5.

A medida ocorre após o Ministério Público do Rio mudar de ideia e se manifestar a favor da internação do menino. O MP-RJ teve acesso a “novos elementos” distribuídos pela polícia que indicam um possível envolvimento do adolescente em outro episódio de estupro coletivo, com uma dinâmica semelhante.

Segundo o delegado Lages, o adolescente estaria envolvido em uma denúncia de estupro coletivo de uma vítima de 14 anos, em 2023. Para o delegado, o jovem seria “a mente por trás” dos dois casos de estupro.

Os outros quatro réus pelo estupro coletivo foram presos no início da semana. O crime ocorreu no dia 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana. Eles também são investigados por cárcere privado.

Entenda o caso

Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O rapaz pediu que ela levasse uma amiga, mas a adolescente foi sozinha.

No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local, mas ela recusou qualquer relação com eles. No apartamento, ela foi levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no local. Ela pediu que não fosse tocada, mas os rapazes tiraram a roupa e todos a violentaram.

O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude.

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