Polícia faz buscas, mas não encontra adolescente investigado por estupro coletivo no Rio
Estupro coletivo no Rio: adolescente é apontado como responsável por atrair vítima para apartamento
Um adolescente, que também teria participado das agressões sexuais, é alvo de uma representação do Ministério Público. A identidade dele não foi informada. Crédito: Câmeras de vigilância
A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu nesta quinta-feira, 5, mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao adolescente investigado por suposto envolvimento em dois estupros coletivos na capital fluminense. Contudo, o suspeito não foi encontrado.
“A gente cumpriu dois mandados de busca domiciliar, um em Copacaba e outro na Tijuca. Mas a gente ainda não localizou (o adolescente)”, disse o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacana), ao Estadão, por volta das 20h30 desta quinta-feira, 5. Segundo o delegado, o jovem pode ser considerado “foragido”. A defesa dele não foi localizada.

Polícia investiga caso de estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro Foto: Reprodução
Os mandados foram autorizados pela Justiça do Estado após o Ministério Público do Rio mudar de ideia e se manifestar a favor da internação do adolescente. Anteriormente, o órgão havia se manifestado contrário à medida.
Contudo, o MP-RJ teve acesso a “novos elementos” distribuídos pela polícia que indicam um possível envolvimento do adolescente em outro episódio de estupro coletivo em 2023, com uma dinâmica semelhante ao que ocorreu neste ano, em 31 de janeiro, em Copacabana.
Segundo o delegado Lages, o rapaz, de 17 anos, seria “a mente por trás” dos dois casos de estupro. Ele tinha o papel de atrair para um apartamento garotas menores de idade com quem ele já tinha se relacionado. No local, enquanto o casal mantinha relações sexuais, a vítima era abusada por outros agressores.
Em relação ao episódio deste ano, os quatro réus pelo estupro coletivo da adolescente foram presos no início da semana após se entregarem à polícia. Todos são maiores de idade e também respondem pelo crime de cárcere privado.
Entenda o caso
Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O rapaz pediu que ela levasse uma amiga, mas a adolescente foi sozinha.
No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local, mas ela recusou qualquer relação com eles. No apartamento, ela foi levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no local. Ela pediu que não fosse tocada, mas os rapazes tiraram a roupa e todos a violentaram.
Advogados de defesa de dois réus chegaram afirmar que a relação foi consentida pela garota. O delegado Lages, no entanto, informou que a perícia confirmou o estupro.
O adolescente que convidou a vítima é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude. / COLABOROU LEONARDO SIQUEIRA



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