Em Dourados, Aldeia Bororó ganha unidade móvel para reforçar combate à chikungunya
Estrutura ficará por 90 dias, na reserva indígena, com consultas, vacinação e acompanhamento multiprofissional para até 50 atendimentos diários
A Aldeia Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, passou a contar com uma Unidade de Atenção Primária Móvel para reforçar o atendimento de saúde e o enfrentamento da epidemia de chikungunya. A estrutura foi inaugurada no sábado (25) e deve permanecer no local pelos próximos 90 dias.
A ação também acompanha o início da campanha de vacinação e amplia o acesso da população indígena a consultas, exames e acompanhamento multiprofissional dentro do próprio território.
Durante a cerimônia, representantes do Ministério da Saúde destacaram a atuação contínua do HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) no atendimento à população indígena da região. O evento reuniu profissionais da saúde indígena, atenção primária e autoridades ligadas ao SUS (Sistema Único de Saúde).
A secretária da Secretaria Especial de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, ressaltou a importância da integração entre diferentes áreas do Ministério da Saúde e o hospital universitário para garantir o cuidado às comunidades indígenas. O chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, Lindomar Terena, também destacou a parceria no fortalecimento da assistência na região.
Superintendente do HU-UFGD, Hermeto Paschoalick afirmou que o hospital acompanha, desde o início, a situação da chikungunya na reserva. “O HU-UFGD mantém uma articulação contínua com a saúde indígena. Estivemos presentes desde o primeiro momento da emergência da chikungunya e seguimos atuando de forma permanente no apoio às demandas do território. Esse é um compromisso do HU, da UFGD e da Rede HU Brasil: presença efetiva e responsabilidade com o cuidado”, afirmou.
Ele também destacou que a presença da instituição nas ações voltadas à saúde indígena reforça o papel do hospital no fortalecimento do SUS e na ampliação do acesso ao atendimento dentro das aldeias.
Como vai funcionar
A unidade móvel passa a atuar como ponto fixo de atendimento dentro da aldeia, com trabalho das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena. A estrutura conta com consultório médico, sala de vacinação e consultório multiprofissional, com capacidade média de até 50 atendimentos por dia.
Entre os serviços oferecidos, estão consultas médicas, coleta de exames laboratoriais, incluindo triagem para chikungunya, vacinação de rotina, testes rápidos para ISTs e glicemia, acompanhamento de gestantes e crianças, vigilância nutricional, controle de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de procedimentos básicos de saúde.
A equipe responsável pelo funcionamento da unidade é formada por um médico, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e uma nutricionista.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)



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