Quando o treinador exibe narcisismo e soberba – 28/04/2026 – Tostão
No Brasileirão, Palmeiras e Flamengo venceram no final de semana, cada um do seu jeito. O Flamengo, no Mineirão, depenou o Galo com muita troca de passes e velocidade para chegar ao gol, enquanto o Palmeiras, fora de casa, ganhou do Bragantino com uma ótima marcação e um lançamento longo de Andreas Pereira da intermediária. Faltou o habitual gol de bola parada.
As duas maneiras de jogar são eficientes, pois são bem executadas. Se Palmeiras e Flamengo unissem as duas estratégias, seriam ainda melhores, dois timaços. Isso já ocorre com as grandes equipes do futebol mundial. Por isso, e pela qualidade individual, gostamos tanto de assistir aos jogos da Liga dos Campeões.
O Atlético-MG está perdido no tempo e no espaço, sem força coletiva e individual. Alguns insistem que o elenco é muito bom. Analisam os jogadores pelo que já fizeram, não por hoje. Atlético-MG e Hulk vivem uma separação difícil, financeira, técnica e emocional.
Contra o Palmeiras, estava presente o ex-treinador Klopp. Ele é hoje o coordenador técnico de todas as equipes da Red Bull espalhadas pelo mundo. O Bragantino atua pressionando o adversário há vários anos, como Klopp gosta. Tempos atrás, ele disse que melhor que um ótimo meia ofensivo centralizado é a pressão para recuperar a bola no ataque. Melhor ainda é unir a estratégia com o talento individual.
O Fluminense, sem bajulação, possui o mesmo número de pontos que o Flamengo no Brasileirão. O time passou por alguns momentos ruins e os apressados começaram a vaiar o bom técnico Zubeldía. Penso que o Fluminense deveria investir mais no centroavante Jhon Kennedy. Ele possui um irregular talento, que acende e apaga. Necessita de ajuda física, técnica e psicológica.
O Corinthians, com Fernando Diniz, não sofreu gol nos últimos seis jogos, mesmo quando ficou com dois jogadores a menos contra o Palmeiras e com um a menos contra o Vasco. O time se posicionou muito bem defensivamente. Diniz, que tem a fama de ser um técnico ousado e com poucos cuidados na defesa, tem evoluído. Não faz mais sentido o dinizismo. Ele aprendeu a mudar a maneira de jogar de acordo com o momento.
O Vasco, que teve ótimos resultados no inicio do trabalho de Renata Gaúcho, caiu muito nos últimos jogos. É o esperado, pois o elenco é limitado. Renato sabe disso, mas não precisa ser tão narcisista e soberbo nas suas entrevistas. Após a derrota contra o Corinthians, falou que fez tudo certo, mas que não pode entrar em campo. Certamente, os jogadores não gostaram. Renato é um bom treinador, mas não é sábio como acha que é.
Ausências
Além de Rodrygo, a seleção não terá Militão na Copa do Mundo. Estêvão tem raras chances. Os três eram certos no Mundial, mas não eram certos como titulares. O zagueiro Militão, provavelmente jogaria na lateral direita, pois não há um ótimo jogador nessa posição.
Discordo do conceito de que a seleção, por ter pontas rápidos e dribladores, não precisa de um lateral apoiador. A formação de duplas pelos lados é importante contra as duras marcações. Além disso, por causa da pressão aos meio-campistas na saída de bola da defesa, é necessário ter laterais com talento para ficar com a bola e trocar passes.
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