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Presidente da Fifa confirma participação do Irã na Copa – 30/04/2026 – Esporte

Presidente da Fifa confirma participação do Irã na Copa – 30/04/2026 – Esporte

O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, reiterou nesta quinta-feira (30) que o Irã participará da Copa do Mundo deste ano, durante seu discurso no Congresso da entidade máxima do futebol mundial, em Vancouver.

“Para começar, gostaria de confirmar que o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026”, disse Infantino ao iniciar seu discurso aos delegados. “E, claro, o Irã jogará nos Estados Unidos.”

Dirigentes da Federação Iraniana de Futebol chegaram a cancelar na quarta-feira (29) sua participação no Congresso da Fifa, apontando um “insulto” proferido por um policial de imigração no aeroporto de Toronto.

As dúvidas em torno da participação da seleção iraniana na Copa do Mundo surgiram na esteira dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país do Oriente Médio, iniciados no fim de fevereiro.

Dirigentes do futebol iraniano disseram no mês passado que haviam proposto transferir seus três jogos da fase de grupos da Copa do Mundo dos Estados Unidos para o México, um plano que foi prontamente rejeitado pelo presidente da Fifa.

Infantino já havia declarado semanas atrás que o Irã jogará na Copa do Mundo “onde estiver designado, de acordo com o sorteio”.

O Irã tem dois jogos do Grupo G marcados para Los Angeles, contra a Nova Zelândia em 15 de junho e a Bélgica em 21 de junho. Em seguida, viajará para Seattle para enfrentar o Egito em 26 de junho.

Os Estados Unidos afirmaram que não pretendem excluir jogadores iranianos do torneio, segundo o secretário de Estado Marco Rubio.

Mas ele expressou reservas sobre indivíduos que provavelmente acompanharão a equipe, “alguns dos quais têm ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica”.

Infantino impulsiona reeleição após apoio da Ásia e da África

As esperanças de Gianni Infantino de garantir a reeleição como chefe do futebol mundial receberam um impulso significativo nesta quinta-feira, após declarações de apoio das confederações africana e asiática.

A CAF (Confederação Africana de Futebol) e a AFC (Confederação Asiática de Futebol) declararam seu apoio a Infantino se, como esperado, ele se candidatar a um quarto mandato como principal dirigente do órgão que rege o futebol, em 2027.

Em um breve comunicado após uma reunião anterior ao Congresso da Fifa, a CAF indicou que havia “concordado unanimemente” em apoiar Infantino em sua busca pela reeleição.

A Confederação Asiática de Futebol também prometeu seu apoio ao presidente ítalo-suíço de 56 anos.

“A Fifa está em sua melhor posição de todos os tempos e oferecemos nosso apoio contínuo e total a (Infantino) como candidato à presidência da Fifa para o mandato de 2027/31, assim como a AFC e o futebol asiático sempre o apoiaram desde sua eleição em 2016”, disse o presidente da AFC, Sheikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa, em um comunicado.

As confederações africana e asiática juntas detêm 101 votos na eleição presidencial da Fifa, de um total de 211.

Infantino já garantiu o apoio para sua reeleição da Conmebol, entidade que rege o futebol sul-americano, que contribui com outros 10 votos.

Apoio e controvérsias

O chefe do futebol assumiu a presidência da Fifa em 2016, após o escândalo de corrupção que levou à queda de seu antecessor, Joseph “Sepp” Blatter. Ele foi reeleito para o cargo em 2019 e 2023.

Embora os estatutos da Fifa limitem seus presidentes a três mandatos, Infantino pode concorrer à reeleição no próximo ano, após a organização ter decidido que seu primeiro mandato parcial, de 2016 a 2019, após a destituição de Blatter, não foi contabilizado para o total.

O presidente esteve envolvido em controvérsias durante seus mandatos devido à sua estreita ligação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recebeu o primeiro Prêmio da Paz da Fifa durante o sorteio da Copa do Mundo, em dezembro.

Isso levou o grupo de direitos humanos FairSquare a apresentar uma queixa formal no ano passado ao comitê de ética da Fifa, argumentando que a premiação viola as regras da entidade sobre neutralidade política.

Infanteno também foi criticado por iniciativas durante seu mandato, incluindo a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções e o lançamento do reformulado Mundial de Clubes com 32 equipes no ano passado.

O líder ítalo-suíço, no entanto, viu receitas recordes durante sua presidência, com a Copa do Mundo deste ano gerando cerca de US$ 13 bilhões (R$ 65 bilhões).

Sob sua liderança, a Fifa aumentou significativamente o financiamento distribuído às suas 211 associações-membro por meio do Programa Forward, uma iniciativa voltada para o desenvolvimento do futebol.

No ciclo de 2027-2030, a organização se comprometeu a distribuir aproximadamente US$ 2,7 bilhões (R$ 13,5 bilhões) aos seus membros, um aumento de oito vezes em comparação com 10 anos atrás.

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