Caso Henry Borel: Tribunal do Júri retoma julgamento com depoimentos de testemunhas
RIO – O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou na manhã desta terça-feira, 26, o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.
A sessão foi aberta às 9h45 com o depoimento da primeira testemunha do caso, o delegado Edson Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) na época da morte de Henry.
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Damasceno foi responsável pela investigação da morte do menino e o delegado que indiciou e mandou prender Jairinho e Monique. Estão previstos os depoimentos de três testemunhas de acusação nesta terça-feira, segundo dia de julgamento: além de Damasceno, a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, que também atuou na investigação do caso, e o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva.
Ao todo, 27 testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas. A expectativa é de que o julgamento dure de cinco a sete dias no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Central do Rio.

Jairinho e Monique Medeiros são acusados pela morte do menino Henry Borel Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro
Um dos advogado de Jairinho, Sergio Figueiredo, anunciou que renunciou à defesa do ex-vereador no decorrer do primeiro depoimento desta terça. De acordo com Figueiredo, a decisão foi tomada após a juíza Elisabeth Machado Louro negar todos os 23 requerimentos de nulidades e dar continuidade ao julgamento mesmo após um dos defensores, Fabiano Lopes, sofrer um infarto.
“Com relação ao que aconteceu com Fabiano Lopes, nós tivemos a surpresa ontem. Em vez de redesignar esse Júri em razão do principal advogado se encontrar no estado debilitado, com 48% do seu coração funcionando, 30% do seu rim, nós tivemos aí a continuidade desse julgamento. Entre 23 requerimentos de nulidade, nenhum dos requerimentos foram acatados. Diante de tudo aquilo que houve naquela audiência preliminar, audiência inicial de ontem, eu decidi hoje apresentar uma renúncia por não concordar com o que está acontecendo”, afirmou.
Como foi o primeiro dia de julgamento
Jairinho e Monique começaram a ser julgados no início da tarde da segunda-feira, 25, no Tribunal do Júri. O caso começou a ser analisado após uma manhã marcada pela indefinição sobre o possível adiamento do julgamento. O ex-vereador destituiu a banca de advogados que o defende da acusação de homicídio após o infarto do advogado Fabiano Lopes, um dos defensores.

Monique Medeiros e advogados de Jairinho no Tribunal do Júri Foto: TJRJ via Youtube
Diante da decisão de Jairinho, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu que o ex-vereador fosse transferido da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), conhecida por abrigar presos de colarinho branco, com ensino superior e de casos de repercussão, para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), de segurança máxima e onde se encontram os detentos mais perigosos.

O ex-vereador Jairo de Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Já a defesa de Monique Medeiros, representada pelo advogado Hugo Novais, defendeu que o julgamento da mãe de Henry não poderia ser desmembrado, uma vez que ela é acusada de homicídio por omissão.
A juíza Elisabeth Machado Louro deu indícios de que adiaria o julgamento e de que poderia atende ao pedido do MP pela transferência de Jairo. No meio da decisão de Elisabeth, Jairinho interrompeu a magistrada e constituiu novamente sua defesa, incluindo à banca o próprio filho, o advogado Luís Fernando Abidul, de 28 anos.

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