‘IA pode servir como nivelador de profissionais’, diz fundador do Parceiros da Educação
Não há evidência de que o Programa Pé-de-Meia tenha resultado, avalia Jair Ribeiro
O fundador do Parceiros da Educação e da Proz Educação defendeu redirecionar os recursos do programa para a ampliação das escolas de tempo integral. Crédito: Bruno Nogueirão
Para o fundador do Parceiros da Educação e da Proz Educação, Jair Ribeiro, a inteligência artificial tende a transformar profundamente o mercado de trabalho, mas a tecnologia também pode reduzir diferenças de desempenho entre profissionais.
“A IA vai estar em todo lugar, mas pode servir como nivelador dos profissionais com menos e mais proficiência”, disse nesta quinta-feira, 11, durante o Brasil Adiante. Para Ribeiro, esse potencial só será aproveitado se os jovens dominarem competências básicas. “Pode ser um superpoder, desde que o jovem saiba no mínimo dominar a linguagem e o básico de matemática”, afirmou.
Para Jair Ribeiro, a inteligência artificial pode ainda ajudar docentes a elaborarem planos de aprendizado personalizados para cada aluno. Segundo o especialista, o poder público deve “induzir” o uso da ferramenta em variados níveis da educação básica.

Jair Ribeiro, fundador do Parceiros da Educação e da Proz Educação, participou do evento Brasil Adiante, promovido pelo ‘Estadão’. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Ao tratar dos impactos acumulados da defasagem educacional, Ribeiro afirmou que o País precisa investir na recomposição da aprendizagem de milhões de estudantes. Na avaliação de Ribeiro, já existem iniciativas testadas e com resultados conhecidos que poderiam ser ampliadas. “Há muitos projetos já testados que o governo federal deveria induzir e apoiar do ponto de vista financeiro”, declarou.
O fundador do Parceiros da Educação e da Proz Educação defendeu também a ampliação das escolas de tempo integral e questionou a efetividade do programa Pé-de-Meia. “Não tem evidência de que o Pé-de-Meia tenha resultados”, afirmou. Na avaliação dele, os recursos poderiam ser reavaliados e direcionados para a expansão do ensino em tempo integral.
Ribeiro cobrou ainda uma revisão das prioridades educacionais e maior atuação do Ministério da Educação. Na avaliação dele, os alunos deixam a escola sem o nível adequado de aprendizado, especialmente em matemática. “Hoje nossa Base Nacional Comum cobre tudo e não tem profundidade”, disse. O especialista afirmou que o governo federal deveria liderar um processo de priorização curricular, movimento que, segundo ele, alguns Estados já começaram a implementar.
Veja o cronograma do Brasil Adiante
- 27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento (veja como foi);
- 11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde);
- 23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado);
- 19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade;
- 27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto;
- Novembro: Entrega da agenda de soluções ao presidente eleito.



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