CASSEMS: A Verdade dos Gráficos Opostos – Descontentamento Fervilha e a “Apunhalada” ACQUA
O Manto da Opacidade: Gestão CASSEMS e a “Ditadura” das Decisões de Cúpula
Pesquisa realizada pela ABECAMS, através da ferramenta google docs, de forma livre, entre beneficiários da CASSEMS, mostra uma realidade adversa ao que a Caixa assistencial vem divulgando em vários veículos de comunicação.
As recentes pesquisas de satisfação divulgadas pela Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (CASSEMS) pintam um quadro de aprovação majoritária, mas a voz dos beneficiários, compilada em grupos e fóruns de discussão, revela uma realidade de profundo e crescente descontentamento com a gestão, a transparência e, principalmente, o estilo de liderança do presidente, Ricardo Ayache. A sensação generalizada é de que a Caixa de Assistência opera sob uma “ditadura” administrativa, onde decisões de grande impacto são tomadas a portas fechadas, sem o crivo ou a convocação de uma assembleia geral de beneficiários.
A percepção de que as pesquisas oficiais não refletem o dia a dia do usuário é o ponto central da revolta, materializada em um “gráfico oposto” de reprovação à atual administração.
Os Números Invertidos do Descontentamento Administrativo
Enquanto a CASSEMS celebra os índices de satisfação com os serviços médicos (chegando a mais de 75% em algumas pesquisas), a avaliação da gestão administrativa e da transparência revela percentuais alarmantes de insatisfação, conforme a compilação das críticas dos beneficiários, que expõem onde a lentidão, a inércia e a opacidade são mais sentidas:
| Eixo de Descontentamento | Percentual Estimado de Insatisfação | Frase Indicativa do Descontentamento | O que Precisa Mudar |
| Falta de Transparência (Contas, Reajustes, Decisões) | Cerca de 80% | “Não sabemos como o dinheiro está sendo gasto, os reajustes são altos e a diretoria não presta contas claras à base.” | Criação de um portal de transparência acessível, detalhando despesas e investimentos; maior participação do beneficiário nas decisões. |
| Contratação Polêmica (Instituto ACQUA) | Cerca de 90% | “Contratar o ACQUA, uma empresa que o Governo do Estado ‘desembarcou’ por problemas, é uma apunhalada nas costas do beneficiário.” | Revogação imediata de contratos com empresas investigadas ou com histórico de irregularidades, priorizando a segurança e a confiança do beneficiário. |
| Administração Atual (Lentidão, Inércia, Desmandos) | Cerca de 70% | “A lentidão e a burocracia da administração são o nosso maior problema, mais que a falta de médicos.” | Maior agilidade na autorização de procedimentos e na ampliação da rede credenciada; gestão focada no usuário e não em números. |
Gráfico de Reprovação da Gestão CASSEMS
O gráfico a seguir demonstra visualmente a intensidade do descontentamento da base, refletindo a desconfiança em relação aos pilares da gestão:
| Motivo | % Insatisfação | Representação Gráfica |
| Contratação de Grupos Polêmicos (ACQUA) | 90% | ■■■■■■■■■□ |
| Falta de Transparência | 80% | ■■■■■■■■□□ |
| Lentidão/Inércia Administrativa | 70% | ■■■■■■■□□□ |
A Polêmica ACQUA: Irregularidades Ignoradas e a Apunhalada

O ponto de ebulição da crise de confiança é a contratação do Instituto ACQUA. O presidente Ricardo Ayache e o Conselho Administrativo tomaram uma decisão de “tamanha envergadura” que, para muitos beneficiários, colocou em risco a credibilidade da caixa assistencial.
O Instituto ACQUA, conforme noticiado, está envolvido em várias denúncias e responde a diversas ações na Justiça, com até condenação no Nordeste. Pior: a organização foi desembarcada da gestão de hospitais no Governo do Estado de MS por preocupações levantadas pelo Ministério Público (MP).
Ao avançar com esta contratação, sem a devida transparência e ignorando o histórico de irregularidades, a diretoria não apenas desrespeita a segurança do servidor, mas reforça a “sensação ditatorial” de que as decisões são tomadas por um pequeno grupo, sem considerar os riscos ou a opinião da base que custeia o plano.
O Sabor Ditatorial: Omissão de Assembleias e Retirada de Serviços
Essa sensação ditatorial é complementada por outras decisões unilaterais que impactam diretamente o beneficiário, todas tomadas sem a convocação de uma assembleia:
- Retirada de Laboratórios de Análises: Mudanças abruptas na rede credenciada, como a retirada de laboratórios de análises, limitaram o acesso rápido a exames essenciais, onde resultarão em colpso! forçando filas e burocracia.
- Decisões Monocráticas: A percepção é que o presidente toma decisões de grande envergadura que reconfiguram a assistência médica e a estrutura financeira do plano, mas não apresenta a transparência que deveria, fechando-se em uma cúpula administrativa.
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Instituto ACQUA: Um “Rastro” de Processos e Questionamentos em Nível Nacional
A polêmica contratação do Instituto ACQUA pela CASSEMS ganha contornos mais dramáticos quando se examina o histórico judicial e administrativo da Organização Social (OS) em território nacional. Os argumentos de que a contratação é uma “apunhalada nas costas” do beneficiário e demonstra a inércia/desmando da diretoria da CASSEMS se apoiam em um vasto “rastro” de processos, denúncias e condenações em diferentes estados.
Embora o número exato e atualizado de todos os processos em tramitação (cíveis, criminais, trabalhistas e por improbidade) seja dinâmico e exija consulta direta aos tribunais de cada jurisdição, as pesquisas jornalísticas e judiciais disponíveis revelam uma situação de alto risco, destacando os seguintes pontos:
Volume de Processos e Natureza das Denúncias
O Instituto ACQUA tem sido alvo de ações e investigações que se concentram em alegações de má gestão de recursos públicos e irregularidades trabalhistas, abrangendo diversas regiões do país, como São Paulo, Maranhão e Paraíba.
Categoria Judicial Exemplo de Ocorrência e Localização Situação Reportada Improbidade Administrativa e Dano ao Erário Paraíba: A Justiça determinou a indisponibilidade de bens do Instituto e o sequestro de bens de seus dirigentes, em valor que chegou a R$ 21,3 milhões, após denúncia de dano ao patrimônio público em contrato de gestão hospitalar. Condenação/Bloqueio de Bens (em fases iniciais ou recursais). Improbidade e Restituição de Valores Ribeirão Pires (SP): O Instituto e a prefeitura foram condenados a devolver R$ 18 milhões referentes a uma parceria de cinco anos (2005-2010). Condenação (com bens bloqueados). Ações Trabalhistas São Paulo (TRT 2ª Região): Relatórios de 2019 indicavam que o Instituto acumulava mais de 80 reclamações judiciais trabalhistas. Alto Volume de Processos (risco de insolvência). Fraude Trabalhista (Autônomos x Vínculo) Maranhão: O Ministério Público do Trabalho (MPT-MA) ajuizou Ação Civil Pública contra o ACQUA por desvirtuamento da condição de autônomos de profissionais, exigindo registro em carteira e pagamento de direitos. Processo em Andamento (denúncia de fraude). Improbidade e Bloqueio de Contas Rio Grande da Serra (SP): O Ministério Público processou o Instituto, conseguindo o bloqueio de contas e a exigência de devolução de mais de R$ 5 milhões. Condenação/Bloqueio de Contas. O Risco da Contratação para a CASSEMS
A contratação do ACQUA pelo presidente Ricardo Ayache, mesmo com este histórico de múltiplas denúncias e processos judiciais que envolvem até o bloqueio judicial de bens e condenações por improbidade (especialmente no Nordeste e São Paulo), é o que alimenta a crítica de “sensação ditatorial” na CASSEMS.
Os beneficiários questionam a falta de transparência na análise de compliance do Instituto ACQUA, que já havia sido dispensado pelo Governo do Estado de MS justamente por seu histórico polêmico e denúncias. Para a base de servidores, a decisão, tomada em cúpula e sem oitiva em assembleia, ignora o risco iminente de que processos judiciais milionários levem o instituto à insolvência, o que poderia impactar diretamente a continuidade dos serviços hospitalares da CASSEMS.
Diante do silêncio da diretoria e da opacidade na gestão, a ABECAMS (Associação de Beneficiários e Consumidores da CASSEMS) decidiu que o silêncio da maioria não pode ser interpretado como satisfação.
O grupo fará um Manifesto Silencioso na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 30 de setembro, buscando a intervenção dos representantes do povo para exigir o fim da inércia administrativa, o retorno imediato à transparência e a revisão das decisões polêmicas que minam a confiança no plano de saúde dos servidores.


