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ARTIGO – A Voz dos Beneficiários da Cassems e a Gestão que Não Aceita Ser Questionada

ARTIGO – A Voz dos Beneficiários da Cassems e a Gestão que Não Aceita Ser Questionada

Aos Beneficiários da Cassems que hoje demonstram descontentamento com a atual situação; aos que participam silenciosamente dos grupos buscando compreender o que está acontecendo; aos que, desacreditados, permanecem em cima do muro acreditando que nada pode mudar; e até mesmo aos infiltrados que farão questão de encaminhar este texto à atual gestão: este artigo é para todos vocês.
A gestão que se acostumou ao silêncio
As atitudes adotadas nos últimos anos pelo Presidente da Cassems evidenciam um padrão de gestão acostumado ao conforto absoluto da ausência de oposição. Durante décadas, nenhuma voz organizada ousou questionar, solicitar transparência ou fiscalizar decisões internas. Reinava uma unanimidade artificial — aquela que só existe quando não existe espaço para discordância.
Hoje, pela primeira vez, existe uma oposição legítima, fundamentada, amparada pelo Estatuto e representada por milhares de Beneficiários que decidiram exigir respeito. E é justamente diante dessa novidade que a verdadeira face da gestão aparece: discursos polarizados, ataques pessoais, acusações infundadas de “politização” e a tentativa de reduzir qualquer questionamento a um suposto “golpe”.
Não somos golpistas.
Somos Beneficiários.
Somos os verdadeiros mantenedores deste plano.
Questionar não é golpe.
Fiscalizar não é golpe.
Exigir transparência não é golpe.
Golpe é tentar deslegitimar o direito previsto no Estatuto.
Golpe é reduzir uma luta legítima a uma narrativa partidária.

O deputado que ecoa a voz de milhares!

É necessário esclarecer um ponto que vem sendo distorcido publicamente: hoje temos um deputado estadual que se tornou a voz dos Beneficiários da Cassems. E isso tem incomodado profundamente o Presidente da instituição, que tenta rotular nossa associação como se estivesse sendo “financiada” por esse parlamentar.
Não, presidente.
Não recebemos financiamento de deputado algum.
Esse parlamentar apenas ocupa o espaço que a própria gestão sempre nos negou: o espaço da fala institucional. Ele ecoa o grito de milhares que não têm o poder, o alcance ou a oportunidade de serem ouvidos.
Aliás, quando buscamos apoio na Assembleia Legislativa — a Casa do Povo — quase a totalidade dos deputados se negou a ouvir os Beneficiários. Voltaram as costas para um pedido legítimo de socorro. Diante disso, uma única voz se levantou. E essa voz falou por nós.
Isso não é financiamento.
Isso é REPRESENTAÇÃO.
Nossa luta não tem partido, não tem ideologia e não tem cor política.
É uma luta pelo respeito, pela legalidade e pela sobrevivência do nosso plano.
E deixamos claro: qualquer deputado que se dispuser a defender os Beneficiários e a proteger a nossa Caixa de Assistência será bem-vindo, respeitado e ouvido — independentemente de qual bandeira partidária carregue. Inclusive pela “associação mequetrefe”, como fomos taxados pelo presidente Ricardo Ayache.
Somos Beneficiários, não somos receita.
O que pedimos é simples:
Que nos permitam exercer o direito de decidir o que é melhor para a nossa Cassems.
Que sejamos tratados como parte da instituição — e não como meras fontes pagadoras.
Que a gestão nos reconheça como os verdadeiros donos do plano, não como adversários ideológicos.

A força que a gestão teme!

Se há descontentamento, a causa não é a oposição. É a gestão.
Se há questionamentos, não é ataque. É busca por transparência.
Se há vigilância, não é afronta. É direito estatutário, previsto no Artigo 22.
A resistência atual da diretoria diante da possibilidade de uma Assembleia Geral presencial demonstra o medo de algo simples: a voz do Beneficiário. Medo de prestação de contas. Medo de transparência real. Medo da democracia interna. Medo de uma oposição organizada e técnica — algo que nunca tiveram que enfrentar.
A verdade é simples!
Se questionar incomoda, é porque há algo a esconder.
Se fiscalizar irrita, é porque existe algo que não querem mostrar.
Se a gestão teme a Assembleia, é porque sabe que a voz dos Beneficiários tem poder.
E ela tem.
E continuará tendo.
Não recuaremos.
Não nos calaremos.
E não permitiremos que transformem nossa luta séria em arma política.
A Cassems é nossa.
É patrimônio dos servidores.
E é exatamente por isso que estamos aqui — firmes, legítimos e determinados.

IMG-20251127-WA0339-290x300 ARTIGO – A Voz dos Beneficiários da Cassems e a Gestão que Não Aceita Ser Questionada
Valdinei Ribeiro Figueiredo
Servidor Público Estadual – Vice-Presidente da ABECAMS

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