Chuva intensa volta a atingir Juiz de Fora e provoca novos desabamentos
Moradores buscam abrigo em escolas de Juiz de Fora após desabamentos
Temporal deixou ao menos 30 mortos na Zona da Mata de MG. Crédito: Rayanderson Guerra/Estadão
Voltou a chover forte em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, na noite desta quarta-feira, 25. O novo temporal provocou o desabamento de uma edificação no bairro Guaruá. Um outro deslizamento de terra no bairro Três Moinhos derrubou três casas.
Há pontos de alagamento e enxurradas em vários bairros. O Córrego de Santa Luzia, inclusive, saiu da calha. A Defesa Civil emitiu alerta extremo à população sobre o risco de deslizamento.
Um ônibus ficou preso na inundação e os passageiros tiveram de ser resgatados.

Alagamento interdita Rua Benjamim Guimarães, em Juiz de Fora; cidade enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história. Foto: Reprodução/X/@PJFemAlerta
Volume de chuva em Juiz de Fora em três horas
- Cidade Universitária – 102,9mm
- Graminha – 96,3mm
- Centro – 85,5mm
Juiz de Fora enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história, com 589 milímetros acumulados até o momento – mais de três vezes o volume esperado para o mês, de 170 milímetros.
Conforme mostrou o Estadão, Juiz de Fora tem a nona maior população do Brasil vivendo em áreas de risco. Dos 540 mil habitantes do município, cerca de 130 mil pessoas estão suscetíveis a deslizamentos, inundações e enxurradas, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência.
As fortes chuvas que atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, entre a noite de segunda-feira, 23, e o início da tarde de terça-feira, 24, deixaram ao menos 47 mortos, de acordo com a última atualização do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, divulgada nesta quarta-feira, 25.
Juiz de Fora registrou o maior número de óbitos, com 41 vítimas fatais. Em Ubá, o Corpo de Bombeiros informou, na terça-feira, que sete pessoas tinham morrido. No entanto, a corporação esclareceu que uma das mortes não teve relação direta com as chuvas e, por isso, o número de vítimas fatais no município foi ajustado para seis.



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