Com Copa do Mundo inchada, sorteio de grupos importa pouco – 04/12/2025 – O Mundo É uma Bola
É nesta sexta (5), às 14h. Quem gosta de futebol vai tentar acompanhar (e entender) o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, que será em Washington, a capital de um dos países, os EUA, que sediarão o evento, junto com México e Canadá.
Quando esse sorteio se aproxima, cria-se grande expectativa, e parcela considerável das pessoas que curtem o ludopédio torna-se mais curiosa e interessada do que habitualmente é.
Em se tratando de Brasil, queremos saber quem serão os adversários, na primeira fase do Mundial, da seleção que quer o hexa (o penta veio no distante 2002).
A mídia especula. Qual seria o grupo mais fácil ou o mais difícil para o Brasil? E o “grupo da morte”? Sempre tem um. Os comentaristas dão suas opiniões. Sempre foi assim, sempre será.
Eu também darei a minha. Só que, sendo pragmático, em uma Copa inchada para 48 seleções (eram 32), com mais grupos, 12 (eram 8), o sorteio pouco importa.
O que mais importa é saber que 2/3 dos países participantes (32 de 48) vão para os mata-matas (jogos eliminatórios), que terão uma etapa extra. Antes eram a metade, 16 de 32.
Avançam os dois melhores de cada grupo mais os oito melhores terceiros colocados. Na Copa de 2022, para não voltar precocemente para casa, uma seleção tinha que deixar dois para trás em seu grupo. Agora, para não se classificar, só se acabar em último ou, ficando em penúltimo, não conseguir ser menos ruim que outros quatro penúltimos.
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Para o Brasil registrar campanha calamitosa (só na Copa de 1966 caiu logo de cara no formato com quatro equipes por grupo), precisará ser péssimo.
A seleção não está uma maravilha, mas, treinada por Carlo Ancelotti, não será péssima na Copa. Aliás, com todo o conceito que tem Carleto, quero um futebol convincente, de ótimo para excelente.
Antes de eu eleger os oponentes mais “mamão com açúcar” e os mais azedos para o Brasil, é preciso lembrar que metade dos 12 grupos ficarão incompletos até março, quando seis seleções (quatro da Europa e duas de outras regiões) serão definidas em repescagens.
O Brasil é cabeça de chave, está no pote 1. São 12 seleções em cada um dos potes. As mais bem colocadas no ranking da Fifa ficam no pote 1 e, sucessivamente pelo mesmo critério, no 2, no 3 e no 4.
Exceção relevante: o pote 4 abrigará os países que vierem das repescagens, sendo que podem entrar nele forças como Suécia, Turquia, Dinamarca e a tetracampeã Itália.
Para quem deseja que a seleção de Vini Jr. e companhia possa “treinar” nos três primeiros jogos, com dificuldade mínima, a torcida deve ir para Austrália ou Irã (pote 2), África do Sul (pote 3) e Haiti, Curaçao ou Nova Zelândia (pote 4). Sem europeus.
O pior resultado? Croácia (ela, nossa algoz, pote 2), Noruega (do superartilheiro Haaland, pote 3) e Gana (pote 4). Marrocos (pote 2) não é bom negócio. Se vier junto com a Noruega e, posteriormente, com a Itália (pote 4 via repescagem), aí dá para considerar azar.
Mas não é praxe perder jogos pelo azar, nem ganhá-los com a sorte, independentemente do rival. Competência, conjunto, criatividade e categoria são o caminho para a vitória canarinha.
Tendo essas qualidades, sorteio favorável ou não, o Brasil rumará para a sexta estrela. Sem elas, sorteio favorável ou não, as cinco perduram até pelo menos 2030.
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