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Denúncias, Crise e Aumentos: Beneficiários da CASSEMS estão organizando uma Assembleia Extraordinária presencial para o Início de Dezembro

Denúncias, Crise e Aumentos: Beneficiários da CASSEMS estão organizando uma Assembleia Extraordinária presencial para o Início de Dezembro

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Ricardo Ayache, presidente da CASSEMS que vem sofrendo um turbilhão de denúncias nos ultimos dois anos.

Campo Grande, 19 de novembro – A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (CASSEMS) enfrenta um momento de intensa pressão. Diante da deterioração na qualidade dos serviços, da crise nos pagamentos a prestadores e de graves denúncias de má gestão envolvendo a diretoria, um grupo articulado de beneficiários convoca uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) presencial para o início de dezembro.

O movimento busca uma resposta direta e imediata da cúpula da operadora, com uma pauta que propõe desde a extinção de cobranças fixas até o afastamento do presidente e a reforma do estatuto para blindar o patrimônio da instituição.

📉 Crise de Atendimento: Prestadores em Greve e Rede Encolhendo.

O estopim da revolta é o impacto direto no acesso à saúde. Os beneficiários relatam:

  1. Atrasos Crônicos de Pagamento e Descredenciamentos: Médicos, clínicas e laboratórios em todo o estado têm sofrido com atrasos nos repasses que, em alguns casos, superam seis meses. Esta inadimplência tem provocado uma onda de descredenciamentos, reduzindo drasticamente a rede de atendimento disponível aos segurados.

  2. Desligamentos Compulsórios: A Assembleia exigirá a reintegração imediata de laboratórios, clínicas e médicos que, segundo o grupo, foram desligados compulsoriamente pela CASSEMS sem justificativa plausível, intensificando a escassez de serviços de diagnóstico e especialidades.

💰 Aumentos Acima da Inflação Pressionam o Servidor.

A insatisfação é amplificada pela disparidade entre os custos do plano e o poder de compra do funcionalismo público. Enquanto o servidor estadual teve uma reposição inflacionária nula ou inferior a 6% no último ano, a CASSEMS impôs aumentos significativos:

  • Aumento de Fator Participativo em Exames: O fator participativo (coparticipação) em exames de diagnóstico (laboratoriais e de imagem) sofreu aumentos que ultrapassam 50% em alguns procedimentos, elevando o custo para o acesso à saúde básica.

  • Votação para Extinção de Cobranças Fixas: A AGE pautará a votação para a extinção imediata da cobrança fixa de R$ 35,00 e da taxa de R$ 60,00 cobrada de dependentes e agregados, exigindo o alívio financeiro para a categoria.

🚨 Denúncias Contra a Presidência e a Gestão ACQUA.

O clima de desconfiança atinge o topo da gestão da CASSEMS. Diante de graves denúncias veiculadas pela imprensa e levadas à ALEMS, a Assembleia discutirá e os beneficiários buscam respostas, para não haverem a necessidade de medidas drásticas:

# Resumo das Denúncias Contra a Presidência Medidas Propostas na AGE
1. Conflito de Interesses e desvio de finalidade:  A criação de banco utilizando no nome CASSEMS,  também a venda de imóveis da CASSEMS abaixo do valor de mercado em praticamente 50%, ainda, contratos obscuros com empresas com capacidade de gestão e atuação duvidosas, ainda, falta de transparência em vários contratos, atrasos de repasses, acusações de desvios de finalidade. Proposta de afastamento do presidente para providências.
2. Venda Subavaliada de Patrimônio: Alegações de venda de prédios e terrenos da CASSEMS em Campo Grande e Três Lagoas por valores abaixo do preço de mercado, gerando potencial prejuízo milionário. Votação para criação de uma Junta Interventora de Beneficiários para fiscalização administrativa e financeira.
3. Fraude em Operações Financeiras: Denúncias sobre o uso de imóveis da CASSEMS, fetas pelo deputado estadual João Henrique, com documentos que afirma serem provas, vendidos por valores questionáveis, como garantia em uma hipoteca de R$ 30 milhões junto a um banco, com o Governo do Estado atuando como “interveniente anuente” sem o aval legislativo. Votação de alteração no Artigo 32 do Estatuto para limitar os poderes do Conselho Administrativo e Fiscal na venda de patrimônio.

Adicionalmente, a recente adoção do modelo de gestão compartilhada em dez hospitais próprios com o Instituto ACQUA – uma Organização Social com histórico de controvérsias e processos judiciais em outros estados – também será debatida na AGE, sendo vista por muitos como mais um sinal da falência na gestão interna.

A Assembleia Geral Extraordinária de dezembro se configura, portanto, como um ultimato da base de beneficiários para exigir não apenas a melhoria dos serviços e o reequilíbrio financeiro, mas uma mudança radical na governança e na transparência da CASSEMS.

A CASSEMS tem seu espaço garantido junto á este editorial, através de nossos e mails.

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