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Donos de CDBs do Will Bank ainda esperam pelo pagamento do FGC

Donos de CDBs do Will Bank ainda esperam pelo pagamento do FGC

Cada dia de atraso no recebimento dos recursos faz com que os investidores tenham, na prática, um prejuízo, já que o rendimento dos CDBs a partir da data de liquidação banco não entram na conta do ressarcimento. No caso do Will Bank, apenas os rendimentos até janeiro deste ano são considerados na devolução dos recursos.

Considerando um CDI de 15% ao ano, quem comprou, por exemplo, um CDB do Will Bank em janeiro de 2025 a uma taxa de 125% do CDI, como ocorreu em algumas distribuições, e permaneceu com o título após janeiro deste ano, acaba recebendo algo equivalente a cerca de 105% do CDI se o pagamento acontecer até o fim de fevereiro.

Se a devolução dos recursos demorar mais, o rendimento efetivo derrete ainda mais. Caso o crédito só ocorra no fim de março, o retorno equivalente se aproxima de 103% do CDI.

Na prática

Em números: um investidor que aplicou R$ 10 mil em um CDB de 125% do CDI e ficou um mês sem rendimento deixou de receber cerca de R$ 160 em juros brutos.

Com a incidência de Imposto de Renda de 17,5%, esse valor cai para algo próximo de R$ 130 líquidos. Somando a perda de poder de compra causada pela inflação no período, o impacto total fica em torno de R$ 170 a R$ 180. É o que o investidor deixou na mesa.

O FGC só consegue iniciar os pagamentos a partir da lista que o chamado liquidante envia para o fundo. O liquidante é quem assume o controle da situação e levanta quem tem direito aos valores.

No caso do Master, o fundo já pagou R$ 35,1 bilhões, ou 87% do montante total. Em número de beneficiários, 612 mil credores já receberam os valores, o que equivale a 79% do total de pessoas com direito aos pagamentos, segundo o FGC.

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