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Dose única de hpv e câncer: proteção limitada em meninas, aponta estudo

Dose única de hpv e câncer: proteção limitada em meninas, aponta estudo

Uma pesquisa recente lançou luz sobre a eficácia da vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano) em diferentes esquemas e faixas etárias, revelando nuances importantes sobre a proteção conferida contra os subtipos mais associados ao câncer. O estudo confrontou a administração de uma única dose da vacina bivalente contra o HPV (que protege contra os subtipos 16 e 18) em meninas com idade entre 9 e 14 anos com o regime tradicional de três doses da vacina quadrivalente (que cobre os subtipos 6, 11, 16 e 18) em mulheres de 18 a 25 anos.

Os resultados apontam para uma disparidade na eficácia protetora dependendo do subtipo do vírus. Para o subtipo 18, a dose única da vacina bivalente demonstrou alcançar um nível de proteção comparável ao proporcionado pelas três doses da vacina quadrivalente. No entanto, a análise revelou uma lacuna crucial na proteção contra o subtipo 16, considerado o principal responsável pela maioria dos casos de câncer relacionados ao HPV.

Especificamente, o estudo constatou que a dose única da vacina bivalente não atingiu o limiar de “não inferioridade” em relação à proteção contra o subtipo 16, quando comparada ao esquema de três doses da vacina quadrivalente. Em outras palavras, a proteção conferida pela dose única contra o subtipo 16 não foi considerada igual ou superior à proteção oferecida pelas três doses da vacina quadrivalente.

Essa descoberta levanta questões importantes sobre a estratégia de vacinação de dose única contra o HPV, particularmente no que se refere à proteção abrangente contra os subtipos de alto risco associados ao desenvolvimento de câncer. A necessidade de reforçar a importância da vacinação completa para a proteção contra o HPV, principalmente em meninas, pode ser necessária para garantir uma proteção eficaz contra o câncer.

Fonte: redir.folha.com.br

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