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Gestão de Ayache na Cassems sob Fogo Cruzado!

Gestão de Ayache na Cassems sob Fogo Cruzado!

Suspeitas de Fraude e denúncias de desvios que podem passar dos 100 Milhões de reais!!!!

Campo Grande, MS – A administração da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems) se tornou o centro de uma grave controvérsia que investiga um alegado esquema financeiro com potencial para ultrapassar os R$ 100 milhões. O presidente da entidade, Ricardo Ayache, que comanda a Cassems desde 2010, está enfrentando acusações formais que vão desde falsidade ideológica e fraude contratual até gestão temerária, impactando diretamente a qualidade da assistência médica oferecida aos servidores estaduais.

O ponto focal das denúncias é uma operação de crédito no valor de R$ 30 milhões, contratada pela Cassems junto ao Sicoob Credicom. A defesa da entidade, por meio de seu diretor jurídico, havia afirmado que a transação contava com o aval e a participação do Governo de Mato Grosso do Sul como “interveniente anuente”, figura que implicaria a responsabilidade subsidiária do Estado.

No entanto, essa justificativa foi categoricamente desmentida pelo próprio Governo. Em resposta oficial solicitada pelo deputado estadual João Henrique Catan (PL-MS), o Poder Executivo negou qualquer registro de autorização, conhecimento ou envolvimento na operação. A ausência de anuência oficial do Estado, cuja identificação (CNPJ e endereço) teria sido inserida no contrato milionário, configura, segundo especialistas em direito penal econômico, indícios veementes de falsidade ideológica e uso indevido de dados de um ente público para obtenção de crédito.

As acusações de má gestão ganham relevo à luz da prolongada permanência de Ricardo Ayache no cargo. O cardiologista foi recentemente empossado para seu quarto mandato consecutivo (2023-2027), resultado de uma chapa única que obteve 95% dos votos com participação abaixo de 15% de participação dos titulares, números pífios face aos mais de 60 mil habilitados ao voto. Se cumprir o mandato integral, caso ocorra, Ayache terá permanecido por quase duas décadas à frente da Cassems.

A perpetuação no comando, criticada inclusive por figuras históricas da política sul-mato-grossense como o ex-governador Zeca do PT (PT), é apontada como um fator que contribui para um ambiente de opacidade e enfraquecimento dos mecanismos de fiscalização, permitindo que a entidade fosse gerida, segundo críticos, de forma “perpétua” e “senhorial”.

foto-26-300x208 Gestão de Ayache na Cassems sob Fogo Cruzado!
RIcardo Ayache – Presidente da CASSEMS. Foto: CASSEMS

As irregularidades não se restringem à operação de R$ 30 milhões. Documentos apresentados pela denúncia feita pelo deputado João Henrique Catan, apontam um suposto padrão de desvalorização de ativos no patrimônio da Cassems. Em Campo Grande, por exemplo, um terreno de 25 mil m², adquirido por R$ 3 milhões e com valor de mercado estimado em R$ 13 milhões, teria sido alienado por R$ 2,8 milhões a empresas com vínculos à própria entidade. Transações imobiliárias semelhantes, envolvendo valores subavaliados em relação ao preço de mercado, teriam ocorrido também em Aquidauana, três lagoas e suspeita de outros locais no Estado.

Adicionalmente, as denúncias indicam a hipoteca de créditos futuros do Tesouro Estadual – repasses destinados à saúde dos servidores – no montante de R$ 500 milhões. Tal manobra teria culminado na venda de um imóvel com deságio de 50% e na elevação significativa de despesas com aluguel, saltando de R$ 4 milhões para R$ 11 milhões anuais.

Enquanto os imbróglios financeiros se acumulam, a ponta do sistema, o servidor público segurado, sofre as consequências. Relatos de descredenciamento em massa de prestadores de serviço, incluindo médicos, clínicas e laboratórios, por atraso ou falta de pagamento se tornaram recorrentes. A falta de transparência da direção da Cassems é sublinhada pela alegação de que a entidade estaria bloqueando comentários em canais digitais para silenciar a insatisfação dos segurados.

Diante do conjunto de provas documentais apresentadas, a pressão por uma investigação aprofundada é crescente, com o deputado Catan solicitando formalmente a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa. O Ministério Público e o Poder Judiciário foram igualmente acionados para investigar a fundo os indícios de gestão temerária e fraude que ameaçam a credibilidade da Cassems.

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