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Golpistas? Quem?

Golpistas? Quem?

A CASSEMS nasceu das mãos dos servidores públicos do Estado de Mato Grosso do Sul. Ela não foi criada por dirigentes com interesses particulares, mas sim pelo esforço coletivo de homens e mulheres que contribuíram e continuam contribuindo mensalmente para manter viva uma Caixa de Assistência que sempre teve um único objetivo: cuidar da saúde do servidor e de sua família.
Hoje, porém, assistimos a um processo acelerado de deterioração administrativa, desrespeito institucional e afastamento completo dos princípios da autogestão.
E é preciso afirmar com toda clareza: basta!
Nos últimos anos, se acumulam denúncias, matérias e relatos que apontam para um comportamento administrativo opaco, centralizador e distante dos beneficiários, que são os verdadeiros donos desta instituição. A atual gestão tem conduzido decisões de altíssimo impacto sem consulta, sem transparência e — pior — sem respeito ao servidor que sustenta a CASSEMS.
É inaceitável observar o desmonte progressivo da nossa Caixa de Assistência:
– Venda de patrimônio construído com o dinheiro do servidor, sem debate ou autorização dos beneficiários;
– Negociações veladas, aprovadas automaticamente por conselhos que deveriam fiscalizar e não apenas carimbar decisões;
– Descredenciamento de médicos em larga escala, criando um verdadeiro caos para quem precisa de atendimento;
– Descredenciamento de laboratórios, forçando milhares de beneficiários a depender de uma única estrutura com capacidade insuficiente;
– Aumento constante de mensalidades, taxas, coparticipações e cobranças por internações, sem qualquer melhoria nos serviços;
– Queda evidente da qualidade do atendimento, enquanto o custo para o servidor só aumenta.
E, diante de qualquer questionamento legítimo, democrático e fundamentado que fazemos, ouvimos uma tentativa lamentável de reduzir tudo a um ataque político.
O próprio presidente da CASSEMS passou a chamar de “golpistas” todos aqueles que ousam perguntar, fiscalizar, contestar ou exigir transparência.
Isso é grave. Isso é perigoso. E isso é inaceitável.
Politizar a autogestão é uma tentativa clara de desviar o debate, intimidar beneficiários e deslegitimar qualquer forma de fiscalização.
Mas deixo claro:
a CASSEMS não tem ideologia política.
Quem tem ideologia são aqueles que tentam transformar um patrimônio dos servidores em palco de disputa narrativa.
Nós, beneficiários, temos apenas uma preocupação:
resgatar a CASSEMS antes que seja tarde.
Porque o que está em jogo não é eleição, não é governo, não é oposição.
O que está em jogo é o futuro da saúde do servidor público de Mato Grosso do Sul.
A cada decisão tomada às escondidas, a cada discurso que tenta rotular e constranger, a cada manobra administrativa sem diálogo, cresce a indignação e a revolta de quem paga essa conta e precisa ser respeitado.
E por isso precisamos dizer com firmeza:
Chega!
Chega de falta de transparência, chega de decisões unilaterais, chega de desinformação e manipulação.
Chega de tentar transformar servidores preocupados em “inimigos”.
Chega de desrespeitar a história de uma instituição construída com sacrifício por milhares de famílias.
A CASSEMS precisa urgentemente ser reconduzida ao caminho da responsabilidade, da fiscalização, da democracia interna e do respeito aos beneficiários.
Só assim poderemos reconstruir a confiança que vem sendo destruída dia após dia.

Como servidor público estadual e Vice-Presidente da ABECAMS, reafirmo:
não seremos silenciados.
Exigir transparência não é golpe.
Fiscalizar não é ataque.
Defender a CASSEMS é defender o servidor, sua dignidade e seu direito à saúde.

IMG-20251127-WA0339-290x300 Golpistas? Quem?
Valdinei Ribeiro Figueiredo
Servidor Público Estadual – Vice-Presidente da ABECAMS

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