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Haddad defende MP alternativa ao IOF para equilibrar Orçamento de 2026 sem cortes em investimentos

Haddad defende MP alternativa ao IOF para equilibrar Orçamento de 2026 sem cortes em investimentos

Ministro disse que caso a medida não seja aprovada, o governo terá de cortar despesas discricionárias, o que pode impactar o próximo Plano Safra

Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

DF – FERNANDO HADDAD/FALA EM COMISSÃO MISTA – POLÍTICA – Foto, Ministro da Fazenda Fernando Haddad. Nesta terça (12) o Ministro da Fazenda Fernando Haddad comparece no Senado Federal na Comissão Mista da Medida Provisória A Medida Provisória n° 1303, de 2025 estabelece novas regras para a tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais no Brasil. 12/08/2025 –

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (24) que a Medida Provisória (MP) 1.303, que propõe alternativas à alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), é essencial para viabilizar o Orçamento de 2026 sem necessidade de reduzir investimentos públicos ou programas sociais. A declaração foi feita durante audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Haddad alertou que, caso a medida não seja aprovada, o governo terá de cortar despesas discricionárias, o que pode impactar o próximo Plano Safra. Ele destacou ainda que as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) continuarão sendo incentivadas, apesar da taxação proposta. Hoje, esses papéis são isentos de Imposto de Renda.

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Segundo o ministro, o objetivo do governo é promover justiça tributária e direcionar recursos para a produção, evitando a especulação. Ele defendeu que a tributação desses títulos dá mais segurança ao Tesouro para administrar a dívida pública. As negociações entre governo e setor privado estavam avançando, mas a inclusão de uma alíquota de 7,5% sobre LCAs, LCIs e LCDs no relatório preliminar travou as conversas. O texto será apresentado pelo relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), ainda nesta quarta-feira, na Comissão Mista que analisa a MP. Há expectativa de pedido de vista coletivo, o que pode adiar a votação. A medida perde a validade em 8 de outubro, caso não seja aprovada.

A MP enfrenta forte resistência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que a apelidou de “MP Taxa Tudo”. O grupo argumenta que a taxação aumentará o custo de captação no setor e reduzirá a previsibilidade. Atualmente, as LCAs são a principal fonte de financiamento rural. Na versão enviada ao Congresso, o governo previa tributação de 5% sobre os rendimentos de diversos títulos hoje isentos para pessoas físicas, como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, debêntures incentivadas e Cédulas de Produto Rural (CPRs), a partir de 2026.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Sarah Paula

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