Lula pede demissão de auditor da CGU flagrado agredindo mulher e criança no DF
Presidente determina abertura de processo administrativo para expulsão de servidor após divulgação de vídeo
Câmera de segurança de condomínio em Águas Claras (DF) mostra homem agredindo uma mulher e o filho dela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a abertura de um processo interno para a responsabilização e demissão do auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) David Cosac Júnior, flagrado em vídeo agredindo uma mulher e uma criança em um condomínio residencial de Águas Claras, no Distrito Federal.
O caso ocorreu em 7 de dezembro e veio a público após a divulgação das imagens pela imprensa. Os vídeos mostram o servidor desferindo socos, tapas e chutes contra a mulher, que estava com uma criança de quatro anos no colo, na área de estacionamento do prédio. As agressões duraram cerca de 20 segundos e só cessaram quando mãe e filho caíram no chão.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (25), Lula classificou o episódio como “inadmissível” e afirmou que determinou ao ministro Vinicius Marques de Carvalho, controlador-geral da União, a imediata abertura de processo administrativo para a expulsão do agressor do serviço público. “Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem. Um servidor público deve ser exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, declarou o presidente.
Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada após denúncia do subsíndico do condomínio, que acompanhou os policiais até o apartamento do auditor. Na delegacia, David Cosac Júnior afirmou que as agressões teriam ocorrido após o término do relacionamento com a mulher. A vítima foi ouvida por telefone, mas optou por não registrar boletim de ocorrência. Apesar da gravidade do caso, o servidor não foi preso.
Antes da manifestação do presidente, a CGU já havia anunciado medidas administrativas. Em nota, o ministro Vinicius Marques de Carvalho afirmou que as agressões são “gravíssimas e inaceitáveis” e ressaltou que violência contra mulheres e crianças é crime. Entre as providências adotadas estão a abertura de investigação preliminar pela Corregedoria-Geral da União e pela Comissão de Ética, a retirada do auditor de funções de chefia, a proibição de seu ingresso nos prédios da CGU e o encaminhamento do caso às autoridades competentes.
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Lula reforçou que o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra as mulheres é uma prioridade de seu governo e afirmou que o poder público dará uma resposta firme ao episódio.


