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Mais uma: Cassems contrata Instituto Acqua para gerir 10 hospitais em MS, mas histórico da empresa levanta alertas

Mais uma: Cassems contrata Instituto Acqua para gerir 10 hospitais em MS, mas histórico da empresa levanta alertas

a instituição ACQUA já tem condenação na Paraíba e também em outros Estados da Federação.

alerta-300x213 Mais uma: Cassems contrata Instituto Acqua para gerir 10 hospitais em MS, mas histórico da empresa levanta alertasA Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), presidida pelo medico Ricardo Ayache, anunciou a contratação do Instituto Acqua para a gestão de seus dez hospitais no estado. O plano, mantido por servidores e com recursos públicos, justifica a medida como uma forma de modernizar e fortalecer sua rede hospitalar. No entanto, a escolha da empresa tem gerado preocupações, dado o histórico do Instituto Acqua, que acumula processos, investigações e acusações de irregularidades em diversas partes do país.

A parceria foi divulgada pela Cassems como uma “gestão compartilhada”, com o objetivo de “assegurar a excelência assistencial, aprimorar processos e ampliar serviços”. Segundo a entidade, a colaboração traria benefícios diretos aos beneficiários e aos funcionários, prometendo atendimento mais ágil e humanizado, além de melhorias na rotina de trabalho. Em comunicado, a Cassems defendeu o Instituto, afirmando que as acusações contra ele foram “julgadas improcedentes ou encontram-se em andamento junto ao poder judiciário, de modo que inexiste comprovação das práticas alegadas”.


Histórico de Polêmicas

Apesar da defesa da Cassems, o “currículo” do Instituto Acqua é marcado por denúncias de ordem administrativa e criminal. A empresa, com sede em Santo André (SP), é alvo de investigações e processos que remontam a 2015.

  • Em São Paulo: O Ministério Público processou o instituto e prefeituras por improbidade administrativa em cidades como Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires. Em ambos os casos, houve bloqueio de bens e a empresa foi condenada a devolver milhões de reais aos cofres públicos.
  • Em Dourados (MS): O Acqua já havia atuado no estado, administrando o Hospital Regional de Cirurgias da Grande Dourados por meio de um contrato emergencial de R$ 4,3 milhões, sem processo de licitação, o que levantou questionamentos.
  • No Maranhão: O Ministério Público do Trabalho (MPT-MA) processou o instituto por fraude trabalhista. Além disso, o Sindicato dos Enfermeiros do estado protocolou representação no Ministério Público Federal (MPF) contra a empresa por um contrato de gestão considerado suspeito no Hospital de Colinas.
  • Em Santa Catarina: A Polícia Civil de São Francisco do Sul investigou o instituto após denúncias de má gestão de recursos públicos na administração do Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças e da UPA.
  • Na Paraíba: A imprensa local noticiou que o instituto tem bens bloqueados, enfrenta ações por improbidade e mais de 80 ações trabalhistas. Um edital de licitação para a gestão de UPAs foi publicado em uma semana festiva, entre o Natal e o Ano Novo, com o Acqua sendo o único participante.

Apesar de todas as polêmicas, a Cassems afirma que a parceria com o Instituto Acqua é um passo estratégico para consolidar a entidade como referência em saúde para os servidores públicos. A Cassems permanecerá responsável pela estratégia institucional, enquanto o Instituto Acqua trará sua expertise em gestão, prometendo melhorias operacionais e de atendimento.

Em contato com representantes da ABECAMS – Associação dos beneficiários da CASSEMS no Mato Grosso do Sul, afirmaram que tomarão providências judiciais para que a instituição ACQUA não tenha êxito em assumir a administração dos hospitais da CASSEMS, pois para o presidente Jeder Fabiano, “será o mesmo que empregar uma raposa para cuidar do galinheiro”.

 

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