Mercados hoje: emprego nos EUA e escalada do petróleo podem influenciar expectativas de juros americanos
Bom dia!
A sexta-feira (6) começa com investidores direcionando os olhares para os dois principais ponteiros do humor global no dia: petróleo e mercado de trabalho americano. Depois de uma disparada recente da commodity, os analistas ponderam qual o peso do choque dos preços para a política monetária americana. Do outro lado, dados mais robustos do mercado de trabalho nos EUA podem levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a voltar toda a atenção para o comportamento da inflação. Como os índices de preços têm rodado há anos acima da meta de 2% do BC dos EUA, o mercado pode ajustar as expectativas para uma retomada mais tardia dos cortes de juros, o que costuma influenciar posições mais defensivas entre os investidores globais.
Enquanto você dormia…
- Os investidores aguardam o relatório de emprego dos EUA antes de assumir posições mais firmes. Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York se mantinham em queda: o S&P 500 futuro recuava -0,33% e o Nasdaq futuro tinha baixa de -0,41%.
- Na Europa, os índices operam com leves oscilações à espera do payroll americano. O Stoxx 600 tem queda de -0,16%.
- Na Ásia, a cautela pré-payroll também prevaleceu. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou a sessão em alta de +0,62%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +1,72%.
- O índice dólar (DXY) mantém a trajetória de alta com subida de +0,20% aos 99,24 pontos. O petróleo Brent continua a subir, dessa vez com alta de +1,73% aos US$ 86,98 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos alcançam 4,169% ao ano.
Destaques do dia
- O mercado continua monitorando o conflito no Oriente Médio, que impulsionou os preços do petróleo nos últimos dias diante do risco de interrupções no fluxo global da commodity.
- O petróleo já sobe 19,78% em cinco dias e mais de 40% desde o início do ano.
- Parte da preocupação gira em torno do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.
- E daí? Para o Brasil, petróleo mais caro tende a favorecer empresas do setor e outras petroleiras listadas. Por outro lado, preços elevados da commodity também podem reacender preocupações inflacionárias, o que tem impacto direto nas expectativas de juros.
Giro pelo mundo
- Payroll no radar: o relatório de emprego dos EUA de fevereiro sai hoje e pode redefinir as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve.
- Mercados em compasso de espera: investidores evitam movimentos mais fortes antes do dado, que costuma gerar volatilidade imediata nas bolsas e nos juros.
- Tecnologia resiliente: apesar da volatilidade recente, empresas ligadas a inteligência artificial e semicondutores continuam sustentando parte do apetite por risco.
- Energia em foco: o comportamento do petróleo continua sendo monitorado como possível vetor de pressão inflacionária global.
Giro pelo Brasil
- Termômetro político: pesquisas eleitorais e movimentações no cenário político seguem no radar dos investidores.
Giro corporativo
- Simpar e BNDES: a Simpar e duas de suas controladas, Movida e Vamos, vão realizar aumentos de capital privados simultâneos que podem somar até R$ 3,35 bilhões, em uma operação liderada pela BNDESPar, braço de participações do banco de fomento.
- FGC no radar: Os bancos brasileiros pagarão R$ 32,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em 25 de março para recompor os recursos do fundo após a liquidação do Banco Master. O custo total da liquidação do Banco Master está estimado em cerca de R$ 55 bilhões.
- Petrobras e dividendos: o conselho de administração aprovou uma proposta para distribuir R$ 8,1 bilhões em remuneração aos acionistas, entre dividendos e JCP, referente ao quarto trimestre de 2025.
- Cosan e Compass: o grupo apresentou pedido de registro para uma oferta pública inicial de ações (IPO) de sua controlada Compass Gás e Energia, dona da Comgás. A oferta será secundária, ou seja, sem emissões de novas ações e com os recursos indo diretamente para o caixa da Cosan.
Agenda do dia
- 08:00: IGP-DI (fev) FGV – Brasil. Índice de inflação no atacado.
- 09:00: Produção industrial (jan) IBGE – Brasil. Indicador de atividade no Brasil.
- 09:30: Payroll de fevereiro — EUA. Principal indicador da semana para expectativas de juros do Fed.
- 09:30: Taxa de desemprego — EUA. Complementa a leitura do mercado de trabalho americano.
- 11:00: Estoques no atacado — EUA. Indicador que ajuda a calibrar projeções de atividade econômica.
Ótima sexta-feira e bons negócios!



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