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Presidente do Paraguai diz concordar com governo Trump em classificar PCC e CV como organizações terroristas

Presidente do Paraguai diz concordar com governo Trump em classificar PCC e CV como organizações terroristas

PCC e Comando Vermelho são ‘ameaças significativas’ à segurança regional, diz governo Trump

Crédito: Felipe Frazão | Captação: Isabella Almada | Edição: João Abel

O governo dos Estados Unidos sinalizou no início do mês a intenção de as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam enquadradas como organizações terroristas. Em entrevista publicada neste quinta-feira, 12, pelo jornal Valor, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou concordar com a iniciativa.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso nós tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos. E obviamente para nós é uma grande preocupação, porque tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio”, afirmou o presidente paraguaio.

A discussão sobre considerar PCC e CV como grupos terroristas ganhou corpo no ano passado e pautou debates no Congresso Nacional, com adesão de parlamentares de direita e de oposição, mas não recebeu apoio da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de pesquisadores da área, céticos quanto aos reais efeitos da medida.

Agora, mesmo sendo uma iniciativa do governo americano – ou seja, que não diz respeito à forma como o Brasil lida com o tema –, há leitura parecida: especialistas alertam que as ações em relação ao País sejam incertas, a mudança poderia ser pouco eficiente na prática e gerar efeitos que podem afetar até o mercado financeiro.

Posicionamento dos EUA

O governo Trump voltou neste mês a falar sobre a classificação de organizações terroristas, algo já rejeitado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, com base na legislação nacional e internacional sobre o tema.

“Os EUA veem organizações criminosas do Brasil, incluindo o PCC e o CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com tráfico de drogas, violência e o crime transnacional”, afirmou nesta semana um porta-voz da diplomacia americana.

O Departamento de Estado ainda não tem uma data para decidir sobre a classificação, à qual o governo Luiz Inácio Lula da Silva se opõe.

O assunto foi discutido no domingo, 8, em telefonema entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

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Veja entrevista com Annette Idler, diretora do Programa de Segurança Global da Universidade Oxford. Crédito: Malu Mões/Estadão

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