Programa gratuito promove trilhas por parques paulistanos – 18/03/2026 – É Logo Ali
Que trilhas atraem cada vez mais pessoas não é novidade, a gente fala isso aqui toda semana e os grupos de mensagens fervem à medida que se aproxima a temporada de montanhas, que começa em abril próximo. Mas para quem nunca se aventurou com o pé no mato e gostaria de saber como é, ou para quem está com pouco tempo mas não quer perder o hábito de respirar o ar gostoso e fresco da mata atlântica, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo vem promovendo passeios totalmente gratuitos por cinco parques municipais: Fazenda do Carmo, Cabeceiras do Aricanduva, Jaceguava, Itaim, Varginha e Bororé.
A trilha mais extensa desse grupo é a do Parque Itaim, com 3 quilômetros, que foca a observação de aves. A mais curta é a do Parque Jaceguava, com 500 metros. O horário para todos é de início às 9h nos pontos de encontro, e fim em torno das 11h.
Desde sua implantação, em 2023, com início em 2024, o projeto Vamos Trilhar, parceria da secretaria com a Organização de Sociedade Civil Mundo Melhor, já reuniu 62.670 participantes , com média mensal de 2.208 pessoas. Só nos três primeiros meses deste ano, foram 9.858 caminhantes. Cada grupo, em média de 46 participantes, é acompanhado de 6 guias e 6 monitores que vão mostrando os principais atrativos dos percursos.
Com investimento previsto para este ano de R$ 14.568.859, segundo a secretaria, o programa está aberto a todos os públicos, de crianças a idosos, por serem trilhas de fácil percurso. Cada participante inscrito pelo site recebe uma camiseta e lanche durante o passeio. O transporte, do ponto de encontro marcado para cada atividade, é gratuito de ida e volta.
A maioria dos participantes do programa tem pouca ou nenhuma experiência de trilhas. Gente como a administradora Ana Cláudia Martins Melo, 50, que costuma frequentar as atividades oferecidas no CEU Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, onde mora, e que conta orgulhosa já ter ido “a todas as trilhas, menos a do Parque Fazenda do Carmo, por causa da distância”.
Ela conta que ficou sabendo do programa no próprio CEU, mas já é uma de suas grandes divulgadoras no boca-a-boca. “Levo pessoas sempre que posso, já cheguei a juntar 15 amigos em um grupo para ir junto”, ressalta, fazendo questão de elogiar o trabalho das equipes que acompanham os passeios.
E a iniciativa, pelo visto, despertou o interesse em aventuras mais ousadas. “Nunca fiz uma trilha fora de São Paulo, deve ser bem legal”, avalia. E qual seria a trilha de seus sonhos, perguntou a coluna à administradora. “Ah, São Tomé das Letras seria bem legal, só ouvi falar, mas não tive oportunidade de fazer”, suspira.
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