Promessa da Figure teve que deixar os palcos; entenda – 25/11/2025 – Músculo
Em todos os esportes, há grandes talentos que –por diversos motivos– não se concretizaram da maneira que era esperada. No fisiculturismo brasileiro, a história de Michelle Souza ganhou repercussão nos últimos anos.
A atleta entrou no esporte ainda no começo dos anos 2000 por meio da Fitness, divisão na qual foi campeã estadual e brasileira, bem como vice-campeã sul-americana. Já na Figure, categoria para a qual migrou no final da década passada, a fisiculturista venceu o Musclecontest Rio Pro e o Mister Olympia Brasil em 2021, bem como a Expo Super Show no ano seguinte.
Michellinha, como também é conhecida no meio, não sobe nos palcos desde 2022 em decorrência de problemas na coluna. No entanto, ela ainda tem “o sonho de voltar a competir”.
Em entrevista à coluna, Michelle conta como descobriu as hérnias que pausaram a sua carreira. “Após uma competição em 2022, eu estava sentindo uma dor na perna e achava que era normal do ‘rebote’ [depois de uma competição, é normal que o fisiculturista ganhe muito peso em pouco tempo, o que pode sobrecarregar o organismo em diversas esferas]. Mas na verdade aquela dor era decorrente do meu problema nas costas. Somado a isso, caí de patins dias depois e minhas costas travaram de vez.”
Diante da situação, a atleta buscou ajuda médica e descobriu que contava com três hérnias na coluna. O local das protusões fez com que eles afetassem até seus membros inferiores. “Eu achava que meu pé estava quebrado, não conseguia colocar ele no chão. A hérnia que eu tinha na coluna fez com que ele ficasse dormente, praticamente pendurado”, lembra.
Por meio de uma vaquinha, a fisiculturista conseguiu arcar com os custos da intervenção cirúrgica que precisava ser feita. No entanto, o problema retornou. “Em 2023, eu travei novamente 10 meses após realizar a cirurgia. As hérnias voltaram ainda pior”, aponta.
Atualmente, Michelle tem cinco hérnias na coluna –nas regiões lombar e sacral. Segundo a profissional de educação física, isso a impede de levar uma preparação adiante: “Hoje, eu não consigo treinar na intensidade que o alto rendimento pede (…) Eu treino musculação uma vez por semana, no terceiro exercício já estou tremendo”.
“Eu precisaria fazer uma nova cirurgia para voltar aos palcos, mas hoje não tenho condições financeiras de fazer”, completa.
O fato de não conseguir performar como atleta, pelo menos no momento, não fez com que Michelle deixasse o fisiculturismo. Hoje, ela atua na produção de conteúdo digital e ajuda na comunicação entre os atletas e a imprensa em diversos campeonatos.
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