Quem paga a conta do Master? Bancos terão de repor R$ 32,5 bilhões ao FGC
Os bancos brasileiros pagarão R$ 32,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em 25 de março para recompor os recursos do fundo após a liquidação do Banco Master. O valor equivale a aproximadamente 60 meses de contribuições regulares.
O fundo está em processo de pagamento tanto dos credores do Banco Master, como de duas instituições a ele vinculadas – o Will Bank e o Banco Pleno (antigo Voiter).
O custo total da liquidação do Banco Master está estimado em cerca de R$ 55 bilhões. O FGC afirmou que R$ 38,4 bilhões já foram sido pagos aos credores do Master e que os pagamentos aos credores do Will Bank já haviam começado.
O anúncio ocorre dias depois de o Banco Central ter flexibilizado as regras de depósitos compulsórios para auxiliar os bancos em seus esforços para repor o fundo. Os bancos poderão deduzir as contribuições previstas de suas reservas obrigatórias.
A Caixa Econômica Federal afirmou que a nova regra deverá compensar o impacto financeiro da reposição.
“Não temos expectativa de que isso venha a afetar o balanço a partir dessa resolução do Banco Central”, disse Marcos Brasiliano Rosa, vice-presidente financeiro do banco, em coletiva de imprensa. “Se não houvesse isso, de fato teria impacto pela antecipação das contribuições e pela contribuição extraordinária.”
O Banco Master foi liquidado pelo BC em novembro, em meio a alegações de fraude contra o sistema financeiro. Daniel Vorcaro, dono do banco, foi preso e posteriormente liberado com uma tornozeleira eletrônica naquele mesmo mês, mas foi preso novamente na quarta-feira (4), com alegações das autoridades de que havia risco de ele interferir nas investigações.



Publicar comentário