Oséias Gomes, CEO de franquia odontológica, é indiciado por mandar matar diretor da empresa
Oséias Gomes de Moraes, fundador e CEO da Odonto Excellence, foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná como mandante intelectual e financiador do assassinato de José Claiton Leal Machado, diretor da empresa morto em abril de 2022 em Ponta Grossa.

Oséias Gomes de Moraes é fundador da Odonto Excellence Foto: Reprodução/YouTube/Oseias Gomes Oficial
Em nota, a defesa de Oséias afirmou que ele nunca teve motivo para mandar matar a vítima. “A narrativa nos autos do processo é nitidamente contrária ao que está sendo ventilado. Oséias foi vítima de criminosos, que estavam lhe extorquindo e visavam ganhos financeiros eternos. Trata-se de uma grande trama que será desvelada em breve”, disse o advogado Cláudio Dalledone Júnior.
A Odonto Excellence é considerada a maior rede de franquias odontológicas do Brasil, com mais de 1,3 mil unidades no país e também no Paraguai, Angola, México e Argentina.
Além dela, Oséias é fundador de uma incubadora de startups e de um resort, ambos em Ponta Grossa, e autor de três livros sobre gestão empresarial — entre eles, Empreenda pelos Princípios Bíblicos.
De acordo com a investigação, que durou quatro anos, a motivação do crime teria sido o medo de Oséias de perder o controle da empresa para a vítima.
O inquérito também identificou transferências bancárias de contas ligadas ao empresário para operadores do crime em datas próximas ao homicídio, além de dados telemáticos e depoimentos de testemunhas. Antes de morrer, o próprio diretor havia manifestado a familiares o temor por sua segurança, apontando o CEO como o principal interessado em um possível atentado.
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O empresário de 54 anos responde ao inquérito em liberdade e continua ativo em como empresário. Nas redes sociais, atualmente está promovendo um curso sobre empreendedorismo com bases cristãs.
Sobre o crime
Claiton, como era conhecido na empresa, foi morto em uma emboscada ao chegar em casa no final da tarde. Dois homens o aguardavam; a filha dele estava no carro no momento do ataque. Ele chegou a reagir e sacar a própria arma, mas foi rendido e morto a tiros. Um dos executores já foi condenado e está preso.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que tem 15 dias para decidir se oferece denúncia criminal, solicita novas diligências ou arquiva o caso.
O indiciamento não equivale a condenação.



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