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CASSEMS: quando a conta da má gestão cai no colo do servidor.

CASSEMS: quando a conta da má gestão cai no colo do servidor.

ChatGPT-Image-14-de-mai.-de-2026-18_13_32-300x200 CASSEMS: quando a conta da má gestão cai no colo do servidor.Quando imaginávamos que tudo tinha chegado ao seu limite, a presidência inútil nos apronta mais essa!

A decisão da CASSEMS de aumentar a contribuição dos cônjuges de R$ 35 para R$ 450 mensais representa um reajuste brutal de aproximadamente 1.185%. Mais do que um simples ajuste financeiro, a medida escancara uma crise administrativa que, mais uma vez, tenta transferir para o servidor público a responsabilidade por problemas estruturais da gestão do plano.

A justificativa apresentada pela administração é a de que o grupo de cônjuges arrecadou cerca de R$ 61 milhões em 12 meses, enquanto gerou despesas superiores a R$ 250 milhões, criando um déficit de R$ 189 milhões. Segundo a própria CASSEMS, para cada R$ 1 arrecadado, foram gastos R$ 4,08.

Mas a pergunta que milhares de beneficiários fazem é simples:

Onde estava a gestão enquanto esse rombo crescia?

Nenhum déficit dessa magnitude surge da noite para o dia. Se houve desequilíbrio atuarial, ele foi construído ao longo de anos. E se a administração tinha conhecimento técnico dessa situação, por que não houve transparência antecipada com os beneficiários? Por que o servidor foi mantido no escuro até receber, de forma repentina, uma cobrança praticamente 13 vezes maior?

O problema central não é apenas o reajuste. O problema é a forma.

A CASSEMS sempre se vendeu como um plano “dos servidores”, construído com solidariedade e equilíbrio coletivo. Porém, quando chega o momento de enfrentar dificuldades financeiras, a solução encontrada parece sempre ser a mais fácil: aumentar taxas, criar novas cobranças e jogar o peso da crise sobre quem já sofre com salários defasados e perda do poder de compra.

Enquanto isso, pouco se discute sobre:

  • gastos administrativos;
  • estrutura de cargos;
  • contratos terceirizados;
  • desperdícios;
  • obras milionárias;
  • expansão física da instituição;
  • e possíveis privilégios internos.

A própria direção afirma ter economizado R$ 104 milhões em “medidas de eficiência”.
Mas se mesmo após economizar mais de cem milhões a situação continua crítica, isso apenas reforça que o problema pode ser muito maior do que a administração admite publicamente.

Outro ponto grave é a quebra de confiança.

Em abril, circulavam rumores sobre um reajuste elevado para cônjuges, e a própria CASSEMS divulgou nota afirmando que “não estava em pauta” proposta de contribuição de R$ 400. Pouco mais de um mês depois, surge uma cobrança ainda maior: R$ 450.

Isso levanta uma questão inevitável: houve transparência com os beneficiários?

O servidor público sul-mato-grossense não pode ser tratado apenas como fonte de arrecadação. Muitos já enfrentam anos sem recomposição salarial real, aumento do custo de vida, endividamento e insegurança financeira. Agora, milhares de famílias terão de decidir entre manter o cônjuge no plano ou cortar despesas essenciais dentro de casa.

Na prática, o que está acontecendo é um processo silencioso de exclusão.

Muitos beneficiários simplesmente não terão condições de pagar R$ 450 adicionais por mês. E isso pode empurrar famílias inteiras para o SUS, justamente em um momento em que o sistema público já enfrenta sobrecarga extrema.

A grande revolta não nasce apenas do valor. Nasce da sensação de abandono.

Porque enquanto o servidor aperta o orçamento, a administração continua falando em “sustentabilidade”, “equilíbrio financeiro” e “custos da saúde”, mas sem apresentar uma auditoria independente, sem abrir detalhadamente as contas e sem permitir que os beneficiários compreendam, de fato, onde está o verdadeiro problema.

Se a CASSEMS quer credibilidade, precisa parar de agir como uma caixa-preta.

É necessário:

  • auditoria externa independente;
  • transparência total dos contratos;
  • revisão administrativa profunda;
  • redução de gastos internos;
  • participação efetiva dos beneficiários nas decisões;
  • e responsabilidade da diretoria sobre os rumos financeiros da instituição.

Não é aceitável que o servidor pague sozinho pela conta de erros acumulados durante anos.

A CASSEMS nasceu para proteger o funcionalismo público. Não para sufocá-lo financeiramente.

Administração fraudulenta, corrupta e irresponsável…

Faltarão algemas!

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Jeder Fabiano – Presidente da Associação de defesa dos direitos dos beneficiários da CASSEMS!

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