Categoria especial: Hélio Henrique pede mais visibilidade – 11/05/2026 – Músculo
A categoria especial do fisiculturismo abrange atletas com todos os tipos de deficiência. Nessa disisão, o “coach” (termo usado para se referir ao responsável pelas partes nutricionais e farmacológicas da preparação de um fisiculturista) que mais se destaca no país é Hélio Henrique.
Atualmente, essa categoria da NPC não tem uma divisão profissional –há a Wheelchair, voltada exclusivamente aos fisiculturistas que se locomovem com cadeiras de rodas. Para o preparador, “falta um nome realmente pesado e influente do meio vestindo a camisa da categoria especial, abraçando essa causa” para que mais divisões sejam criadas.
“A gente tem que trabalhar para que, um dia, a categoria especial tenha participantes o suficiente para dividi-la em outras. Talvez, no futuro, podemos ter uma categoria que vise apenas deficientes visuais, assim como hoje existe a Wheelchair para os cadeirantes”, completa o treinador em entrevista à coluna.
Ainda de acordo com o profissional, a falta de visibilidade e investimento faz com que diversos atletas desistam dos palcos: “A rotatividade é muito grande (…) alguns entram no esporte, veem que a notoriedade não é tão grande e saem”.
Henrique prepara atletas como por exemplo Renan Henrique e Leonardo “Santo Forte” de Oliveira, que são deficientes visuais. Questionado a respeito da referência que se tornou dentro da categoria especial, ele afirma que, para trabalhar com esse público, “você não precisa ser especialista, precisa ter boa vontade”.
“Eu trato eles da mesma maneira que eu trato meus atletas sem deficiência (…) a deficiência não o impede de trabalhar duro. Todos os meus atletas especiais têm uma dedicação absurda –até maior do que a dos que não são especiais”, pontua.
Por fim, o coach –que também trabalha ao lado de grandes atletas das categorias tradicionais, como Nana Silva e Alexandre Trindade, por exemplo– fala sobre “a maior vitória” que teve em toda a sua carreira no fisiculturismo: “Aconteceu numa vez em que eu estava descendo do palco com o Renan. Uma mulher apareceu na nossa frente aos prantos e disse: ‘Quero agradecer a vocês porque eu tenho um filho deficiente e, depois que ele viu você (Renan) competindo, ele também quer ser atleta. Ele viu que ele pode ser atleta.’ Não existe troféu que seja mais importante do que esse tipo de fala”.
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