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Com trilhas, cachoeiras e cânions, Minas Gerais oferece muitas opções para o turismo de natureza

Com trilhas, cachoeiras e cânions, Minas Gerais oferece muitas opções para o turismo de natureza

Minas Gerais reúne uma das maiores redes estaduais de unidades de conservação do País. São 95 unidades de conservação estaduais e 16 federais distribuídas por três biomas — Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Parte desse patrimônio está aberta à visitação em 55 parques naturais, que, juntos, protegem mais de um milhão de hectares.

A Reserva da Biosfera da Cordilheira do Espinhaço é um dos principais reconhecimentos ambientais de Minas e um exemplo concreto de como conservação e desenvolvimento podem caminhar juntos. Reconhecida pela Unesco em 2005, a área integra o programa Homem e a Biosfera (MaB), que reúne territórios estratégicos no mundo voltados ao equilíbrio entre proteção ambiental e atividades humanas sustentáveis.

Esse compromisso também se reflete em políticas públicas pioneiras, como o ICMS Ecológico, que incentiva financeiramente municípios a preservar seus recursos naturais e estruturar modelos de desenvolvimento mais equilibrados.

Um dos exemplos mais emblemáticos desse movimento é Capitólio. Conhecida pelos cânions e pelas águas do Lago de Furnas, a cidade passou, nas últimas décadas, de destino pouco explorado a polo turístico consolidado. O avanço da atividade impulsionou pousadas, restaurantes, serviços náuticos e o comércio local — ao mesmo tempo que trouxe o desafio de equilibrar o aumento do fluxo de visitantes com a preservação de um ecossistema sensível.

Por isso, operadores locais investem em práticas mais seguras e sustentáveis, enquanto o poder público avança na organização do uso dos atrativos naturais. O resultado é um modelo em construção, que busca garantir que o turismo continue sendo fonte de renda sem comprometer a natureza.

Serra da Canastra

São Roque de Minas, porta de entrada do Parque Nacional da Serra da Canastra, possui experiências em trilhas, cachoeiras, observação de fauna e é mais um exemplo de turismo sustentável. Na região existe a preservação de produtos locais, como o tradicional queijo Canastra. O modo de preparo desse queijo foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial pela Unesco em 2024. É o primeiro produto da cultura alimentar brasileira a ter o título chancelado pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

 Com trilhas, cachoeiras e cânions, Minas Gerais oferece muitas opções para o turismo de natureza

São Roque de Minas é reconhecida pela produção do queijo Canastra Foto: Divulgação/Aprocan

Lá existe a possibilidade de fazer o passeio da Rota do Queijo da Canastra, que percorre fazendas dessa região. Ao longo do trajeto, o visitante tem a oportunidade de conhecer de perto os produtores, compreender o modo artesanal de produção e participar de degustações.

Serra do Papagaio

Já em Aiuruoca, uma das portas de entrada para o Parque Estadual Serra do Papagaio, localizado na Serra da Mantiqueira, o turismo de natureza se desenvolve com base em uma proposta mais integrada ao território. Pequenas hospedagens, muitas vezes familiares, convivem com iniciativas de agroecologia e experiências de imersão que conectam o visitante ao modo de vida local. São dezenas de cachoeiras, trilhas e mirantes para quem gosta de fazer trekking e realizar atividades ao ar livre.

Aiuruoca também se destaca pelo turismo de bem-estar e espiritualidade, com retiros, práticas de yoga, terapias integrativas e hospedagens voltadas ao descanso e à reconexão — um público crescente que busca desacelerar.

 Com trilhas, cachoeiras e cânions, Minas Gerais oferece muitas opções para o turismo de natureza

Aiuruoca é uma das portas de entrada para o Parque Estadual Serra do Papagaio Foto: Divulgação/Governo de MG

Outro ponto forte é o turismo rural e de base comunitária, com pousadas familiares, produção artesanal de alimentos (queijos, cafés, geleias) e vivências no campo.

Carrancas

Outro exemplo é Carrancas, que se tem consolidado como destino para quem busca cachoeiras e atividades ao ar livre. Ali, a organização dos atrativos e a conscientização sobre o uso responsável das áreas naturais vêm sendo fundamentais para evitar a degradação e garantir a continuidade da atividade turística como fonte de renda.

Mais opções na natureza

O Estado também abriga unidades de conservação estratégicas, como o Parque Estadual do Rio Doce, maior área contínua de Mata Atlântica em Minas, o Parque Estadual do Ibitipoca, que se destaca por sua beleza singular, e o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, reconhecido pela relevância ambiental, arqueológica e paisagística.

Nesse encontro entre conservação e oportunidade, o Estado vem consolidando o caminho de transformar sua riqueza natural em motor de desenvolvimento sustentável, capaz de gerar valor para quem vive, trabalha e visita Minas Gerais.

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