Fisiculturismo é sobre ‘consistência’, diz Lucas Garcia – 14/05/2026 – Músculo
Atual terceiro colocado do Olympia na categoria 212, Lucas Garcia diz que a variável mais importante para um fisiculturista é a constância. “É a consistência que vai te levar longe. Não é fazer tudo em um dia só, mas por quanto tempo você consegue fazer. Tem muitos atletas que começaram a competir junto comigo e, hoje, nem competem mais”, pontua.
Em entrevista à coluna, o atleta também destaca que sua maior qualidade no esporte é a paciência: “Fui subir nos palcos com 10 anos de musculação. Por isso, parece que o meu caminho foi encurtado. Eu poderia ter 16 anos de carreira, mas tenho 6 (…) Você não vai me ver fazendo tudo numa temporada e perdendo o ritmo depois. Vou fazendo de pouquinho em pouquinho, um dia após o outro, nesse meu jogo de consistência”.
“O palco só mostra a ponta do iceberg. São muitos anos de trabalho no esporte até chegar lá”, completa o fisiculturista.
Rotina e treinos
Ao descrever seu cotidiano como monótono, Garcia explica que controla cada passo: “Tenho hora para acordar, para dormir, para cada refeição (…) A vida de um fisiculturista é bem monótona, mas a gente gosta”.
Segundo o atleta, essa organização é fundamental para que ele possa fazer todas as suas refeições e performar da melhor maneira possível dentro da academia. Ainda de acordo com o fisiculturista, sua rotina e seus treinos são baseados no “controle de variáveis”.
“Somos seres humanos, não vamos acordar bem todos os dias, e qualquer coisa pode impactar nosso rendimento na academia. Seja uma noite mal dormida, uma discussão, uma briga de trânsito. Qualquer coisa pode fazer com que você chegue na academia e não consiga fazer o que estava programado para fazer, porque a sua cabeça não está ali. O fisiculturismo é um esporte muito mental”, detalha.
Para Garcia, o pior erro que um fisiculturista pode cometer ao entrar na sala de musculação é não ter o controle do que é feito: “O treino de um fisiculturista é diferente. Você precisa saber o que vai fazer no dia, quantas vezes você vai fazer, o quanto você vai descansar e assim por diante. Não é só ir lá. Nós temos que saber o que fizemos na semana anterior, temos que controlar todas as variáveis do treinamento. Se você não anotar suas cargas, você tem a tendência de fazer menos”.
Perguntado a respeito de sua postura diante de uma eventual série mal aproveitada, ele alega que a melhor solução é fazer o que já estava previsto da melhor maneira possível. “Se isso acontece, eu não tento compensar com nada. Nem com séries a mais. Como eu sei que esse é um esporte de longo prazo, eu sei que não é uma série a mais em um treino específico que vai salvar ou acabar com a minha preparação (…) Tem que ter maturidade para entender que, às vezes, querer extrair a mais do que o programado naquele dia em que você não está bem pode atrapalhar meses de trabalho com, por exemplo, uma lesão. Eu vou no meu limite diário, tenho que vencer um dia de cada vez”, constata.
Outro aspecto a respeito do treino de Garcia é a periodicidade com que as alterações ocorrem: “A mudança de treino ocorre quando eu mudo a fase da preparação. Fiquei os seis meses de ‘off season‘ fazendo o mesmo treino, e só mudou agora”.
Por fim, o fisiculturista fala que fará de tudo para se tornar o melhor do mundo em sua categoria: “Tenho controle de tudo o que eu faço e eu vou fazer tudo o que é necessário para chegar lá”.
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